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Innsbruck (Áustria) e o Tirol no inverno

A magnífica região do Tirol, nos Alpes austríacos, tomba sob a neve no inverno. Ou ao menos tombou neste último, as montanhas encobertas por nuvens brancas e cinzentas, e os flocos de neve cobrindo o chão. Innsbruck, a principal cidade dessa região, fica um encanto. Como era janeiro, um restinho de decoração de Natal ainda se fazia presente. Daria até quase para não escrever nada e só mostrar fotos. As fotos já mostram bastante do astral invernal da cidade, mas relatar é preciso. Innsbruck tem uma História a ser conhecida e alguns recantos específicos a visitar que vão além da pura beleza

Celebrando Midsommar: A festa junina do solstício de verão na Suécia

Quando o verão se aproxima, a Suécia entra em polvorosa, mas de modo diferente da maioria da Europa. Não se trata somente da chegada da estação mais calorosa depois de meses de tempo frio. Na Suécia, como em alguns outros países da Europa nórdica e báltica, se trata do maior evento do ano: Midsommar, a celebração do dia mais longo do ano, uma tradição milenar por aqui. Como estamos em elevada latitude, a duração dos dias varia bastante a depender da estação. É algo que pouco se vê nos trópicos, mas que faz toda a diferença aqui nas zonas temperadas do

Hierve el Água: Piscinas naturais e cascatas petrificadas em Oaxaca, México

Eis um dos mais famosos tesouros naturais do México. Este post encerra a minha viagem pelo estado de Oaxaca, antes de eu seguir a Chiapas, ainda mais a sul no país. A quem já se convenceu da riqueza cultural desta região, saiba que sua natureza também é linda. Meu tour às ruínas da antiga cidade zapoteca de Mitla trouxe-me também aqui a Hierve el Água ("ferve a água"), um conjunto de piscinas naturais e cachoeiras petrificadas (calma que eu explico) no alto das colinas da Sierra Madre Sur. Essas águas são ricas em minerais e, dizem, têm propriedades curativas. Elas brotam das

As ruínas zapotecas de Mitla e a árvore milenar em Tule, Oaxaca

Sigo eu pelo interior de Oaxaca, sul do México, a descobrir tesouros arqueológicos das civilizações indígenas e também algo ainda mais antigo. Não é todo dia que se esbarra num ser vivo que já estava vivo quando o profeta Maomé, o imperador Justiniano e outros ainda caminhavam pela Terra, e os Vikings não haviam nem começado ainda a navegar. Nós neste post passearemos entre o antigo, o muito antigo, e o antiquíssimo. Tem um pouco de loucura também, porque no México — como é característico do melhor da América Latina — você sempre esbarra numas pessoas que parecem saídas da

Fiorde Ultima Esperanza e os glaciares Balmaceda e Serrano, na Patagônia Chilena

Após ver um glaciar argentino no dia anterior, hoje era dia de ver glaciares chilenos. Nacionalidades irrelevantes à parte, são belezas estonteantes deste extremo sul da América do Sul. Na Patagônia às vezes parece, sinceramente, que estamos em algum cenário de O Senhor dos Anéis ou coisa parecida. Hoje eu aqui tomaria até uísque com gelo milenar.  Este passeio pelo fiorde Última Esperanza e para ver os glaciares Balmaceda e Serrano é mais um dos tours espetaculares que você pode fazer a partir de Puerto Natales, cidade chilena aqui no extremo sul do país. Duas empresas realizam esse passeio: Agunsa e 21 de

Visitando o glaciar Perito Moreno em El Calafate (Argentina)

Tal como o Coronel Aureliano Buendía em Cem Anos de Solidão, eu jamais vou me esquecer do dia quando pela primeira vez na vida vi o gelo. Claro que aqui não me refiro a um gelo qualquer, mas a um glaciar.  Glaciares como o Perito Moreno são lugares especiais no mundo. Trata-se de um gelo mais denso que o normal, um gelo gerado através de séculos (ou milênios) de acúmulo de neve sobre ele comprimindo-o. Com a pressão, as bolhas de ar presentes na água ou no gelo comum escapam. E assim o gelo glacial aparece azul, da mesma forma que

Tour no Parque Nacional Torres del Paine, na Patagônia Chilena: Opções, custos, e a experiência

A 1h de viagem da cidade de Puerto Natales, o Parque Nacional Torres del Paine é a "menina dos olhos" da Patagônia chilena. Não é sem razão: o lugar é estupendamente bonito. Água azul-clara de glaciares derretidos, e montanhas escarpadas que parecem esculpidas para ser cenário de O Senhor dos Anéis. Nem todos os caminhos trazem a esta Roma, mas há muitas formas de vir aqui. As duas principais são: como trilheiro, para os que gostam de longas caminhadas e gozam de tempo, ou num tour em van com empresa de turismo. Deixem-me só passar o básico de opções e custos antes

DICAS de San Pedro de Atacama e tours (com Salar de Uyuni na Bolívia)

A região dos Andes entre o Deserto de Atacama (no Chile) e o Altiplano boliviano é uma só. A fronteira entre Chile e Bolívia nada mais é que um artifício humano, uma barreira imaginária numa natureza que é a mesma de um lado de do outro: uma natureza inóspita, bela, exótica e impressionante aos seus 3.000-6.000 mil metros de altitude. Passei cerca de uma semana entre San Pedro de Atacama, fazendo tours a partir de lá, e o roteiro do Salar de Uyuni na Bolívia. Foi uma viagem só, cujo balanço final vai aqui abaixo. Embora sejam dois países, estes lugares

Surrealismo branco: Visitando o Salar de Uyuni na Bolívia

Continuação de Paisagens andinas, lhamas e hotel de sal: Segundo dia do tour ao Salar de Uyuni O Salar de Uyuni é daqueles lugares que, quando eu vi por foto pela primeira vez anos atrás, disse: "Preciso conhecer", enquanto mirava vidrado e meio estupefato aquela imensidão branca "vazia", de puro sal e céu. Chegada a hora de finalmente vê-lo de perto. Já era a terceira manhã do nosso tour saído de San Pedro de Atacama, no Chile. Havíamos passado pelas impressionantes lagoas coloridas no Altiplano boliviano e em seguida por outras paragens da região, como o cemitério de trens. Acordávamos hoje cedo, no

Paisagens andinas, lhamas e hotel de sal: Segundo dia do tour ao Salar de Uyuni

Continuação de: As lagoas coloridas do Altiplano boliviano: Primeiro dia rumo ao Salar de Uyuni Dormimos no que eu chamaria de uma maloca de cimento após o primeiro dia do tour ao Salar de Uyuni. As casas bolivianas são notoriamente básicas, não-acabadas, aquelas construções apenas de cimento, tijolo, e vidros nas janelas. Um tanto apertadas e cheias de gente, mas é a realidade socioeconômica do lugar. Ninguém espere grandes confortos — nem calefação para as noites frias daqui. Mas o dia prometia mais paisagens neste pitoresco altiplano boliviano, com suas lhamas e cânions, e é isso que me trazia. Começava o segundo dia.

As lagoas coloridas do Altiplano boliviano: Primeiro dia rumo ao Salar de Uyuni

Um dos programas mais populares para quem está no Deserto de Atacama é ir além do Deserto de Atacama — além do Chile, para além das fronteiras. Afinal, os Andes são uma nação cultural, um bioma, e as fronteiras nada mais são que abstrações humanas. Nessa "ida além", o passeio mais popular é adentrar a vizinha Bolívia rumo ao famoso Salar de Uyuni, muito mais acessível desde aqui que a partir das grandes cidades bolivianas como La Paz ou Santa Cruz. O tour para o Salar de Uyuni, aquela imensidão branca de sal que talvez alguns já tenham visto por foto,

San Pedro de Atacama, Chile (Parte 4): Natureza e paisagens surreais a quase 5.000m de altitude no Salar de Tara

Continuação de San Pedro de Atacama, Chile (Parte 3): Gêiseres de Tatio ao raiar do sol, e finalmente lhamas! Não há muitos lugares no mundo tão fotogênicos quanto a região de Atacama, no Chile. Este post conclui a minha breve expedição na parte chilena da região, vindo aqui conhecer o que este deserto reserva. Claramente, muito mais do que secura. Após visitar o Vale da Lua, as Lagunas Altiplânicas e os Gêiseres de Tatio, ainda baseado em San Pedro de Atacama, o meu tour final seria para mirar de mais perto o Vulcão Licancabur e visitar o Salar de Tara — lugares

San Pedro de Atacama, Chile (Parte 3): Gêiseres de Tatio ao raiar do sol, e finalmente lhamas!

Continuação de San Pedro de Atacama, Chile (Parte 2): Flamingos andinos e as Lagunas Antiplânicas Nem sempre onde há fumaça há fogo. Tecnicamente, estamos falando de vapor, mas são verdadeiras as nuvens que emergem da água fervente rumo ao sol enquanto do lado de fora estávamos a -7ºC. "Mairon!", gritou-me a chilena da recepção quando eu passei, ao que devia ser umas 4:30 da manhã, tudo ainda escuro em San Pedro de Atacama. "Se vista mais", disse-me ela fazendo gesto de quem põe uma jaqueta e naquele tom quase maternal que algumas moças acham de adotar com todo mundo. Eu tenho boa tolerância

San Pedro de Atacama, Chile (Parte 2): Flamingos andinos e as Lagunas Altiplânicas

(Continuação de San Pedro de Atacama e o Vale da Lua no deserto mais seco do planeta) Meu primeiro dia havia me apresentado a pequenina cidade de San Pedro de Atacama e seus vales desérticos "de outro planeta", como o Vale de Marte e o Vale da Lua (ver o post anterior). Agora, neste segundo dia, o nível de beleza das paisagens subiria ainda mais. Era dia de despertar cedo para ver as impressionantes Lagunas Altiplânicas e seus flamingos andinos com reflexos na água. As Lagunas Altiplânicas são várias distintas, e o passeio começa cedo. A ideia é chegar logo no início

San Pedro de Atacama (Chile) e o Vale da Lua no deserto mais seco do planeta

Finalmente vim eu a este que tem sido um dos destinos mais populares dos últimos anos entre os brasileiros: San Pedro de Atacama, no norte do Chile. Eu nunca havia entendido o porquê dessa "febre", até vir. Eu vim em janeiro, na alta estação, quando as temperaturas estão mais razoáveis e as ruas pululam de visitantes. É bem turistão, repleto de brasileiros, um misto de paisagens e festa. Você faz o que quiser acerca das festas, mas se prepare para ter — como mostrarei ao longo dos próximos posts — algumas das vistas mais impressionantes que seus olhos já viram. Quando

Estocolmo (Suécia) no inverno: Gamla Stan, Skansen, Museu Vaasa, e mais da capital sueca

Eis um gelado e fulgurante entardecer em Estocolmo. Era cedo, umas 4 da tarde no máximo. O sol caía em todo o seu esplendor celeste por detrás da vista para a capital sueca. No chão, mais próximo, congelada estava a água salgada e doce que circunda a cidade por quase todos os lados. Pelo leste, o Mar Báltico. Pelo oeste, o Lago Malar (aportuguesado do nome Mälaren em sueco). Foi no inverno a minha primeira vez em Estocolmo, a capital sueca que nunca esteve muito nos roteiros turísticos, mas que muitos brasileiros têm descoberto mesmo assim. Ela é a maior cidade

Trens e fiordes pela Noruega: O roteiro “Norway in a Nutshell” no inverno

Viajar de trem pela Noruega é um encanto. No inverno então, é um encanto exótico para nós saídos de países quentes. As ricas montanhas e vales noruegueses ficam cobertos de neve entre janeiro e março, as árvores da paisagem ficam brancas, e muitos rios e cachoeiras, congelados. Há pelo menos quatro ou cinco rotas ferroviárias muitos cênicas e pitorescas na Noruega que o próprio escritório de turismo norueguês recomenda. A mais famosa dela é a apelidada de Norway in a Nutshell (literalmente "a Noruega numa casca de noz", o que é uma expressão inglesa para designar um resumo simplificado de algo

Visitando as ilhas Galápagos, no Equador: Mar, vida selvagem e dicas de viagem

Galápagos é um lugar mágico, dos mais impressionantes do mundo. Famosas pela visita inspiradora do naturalista inglês Charles Darwin, pai da Teoria da Evolução, estas ilhas existiam sem presença humana até poucos séculos. Não só há formas de vida curiosas, como as célebres tartarugas gigantes, iguanas amarelas e aves de pés azuis, como também os animais aqui não foram condicionados a temer as pessoas. (Se você não tiver cuidado, pisa num lagarto ou passarinho, pois eles não fogem de você.) Amantes da natureza aqui atingirão o nirvana. As ilhas Galápagos ficam a 2h de avião da costa do Equador, país ao qual

Quito para além do centro histórico: La Mariscal, o vulcão Pichincha, e a Capilla del Hombre

Embora Quito tenha um centro histórico rico, o primeiro a ser tombado pela UNESCO como Patrimônio Mundial, nem tudo da cidade está restrito a ele. No tempo que passei aqui, eu fui também a alguns outros lugares bem preciosos a recomendar. A principal área turística de Quito, afora o centro histórico, é conhecida como La Mariscal, um bairro moderno repleto de lanchonetes gourmet, restaurantes turísticos, redes de fast food, e entretenimento noturno. Durante o dia, a área é relativamente parada, mas de noite ganha vida. Algumas pessoas hospedam-se aqui, mas eu confesso que achei mais interessante hospedar-se no centro histórico. Vai

Na Suécia, entendendo o significado original do Natal

É noite aqui na Suécia. Aliás, nesta época do ano, parece quase toda hora ser noite aqui na Suécia. A época do Natal, solstício de inverno aqui no hemisfério norte do planeta, tem as noites mais longas do ano.  Na cidade de Gotemburgo, onde moro (sim, eu viajo muito mas moro em algum lugar), o sol estes dias tem nascido perto das 9h da manhã e se posto antes das 15:30. Entre um momento e outro, não imagine que há sol: no geral têm sido dias nublados, de um céu de chumbo, ventosos e de temperaturas por volta de 0 grau. Muito

Copenhague no outono: Brumas, vistas e folhas na capital da Dinamarca

Há algo de lindo no Reino da Dinamarca. Copenhague é daquelas cidades que eu estou aprendendo a gostar. Tendo já morado por muitos anos em Amsterdã, sempre achei petulância a capital dinamarquesa querer reclamar para si o título de "capital europeia das bicicletas". Além disso, nunca apreciei a xenofobia notória dos dinamarqueses. Porém, os copenhaguenses são simpáticos, animados, têm uma joie de vivre (alegria de viver) acima da média e sui generis na Europa. Não é a alegria jocosa e algo malandra dos mediterrâneos; é a franqueza dos europeus do norte — inclusive de mulheres que, tendo seus direitos bem respeitados,

Subindo ao mosteiro do Ninho do Tigre (Tiger’s Nest) nas montanhas: A principal atração do Butão

O Ninho do Tigre (Tiger's Nest) ou, talvez sendo mais fiel à razão do nome, Ninho da Tigresa, é um mosteiro budista localizado no alto das colinas no Butão, à beira de um precipício. É a atração sine qua non a quem visita o país. A menos que sua condição física realmente não permita, eu diria que esta é uma atração obrigatória a quem vem aqui. É cansativa para quem não é trilheiro experiente, mas é também gostoso como um batismo de fogo. Diz a lenda que o Guru Padme Sambhaya, sábio budista do século VIII que trouxe o budismo tântrico

Monges, paisagens e natureza numa estadia em pousada de família em Paro, Butão

Hoje era um dia de vistas, natureza, e de pela primeira vez nesta viagem dormir em homestay, acomodação em casa de família, não em hotel. Eu estava curioso para saber como seria o ambiente familiar butanês. Claro, em se tratando de Butão, há sempre também mais um dzong (fortaleza) com monges a visitar. Era dia de rumarmos de volta a Paro, distrito onde esta viagem no Butão começou, mas também onde experiências inusitadas ainda me aguardavam. Acordei na capital Thimpu para terminarmos de ver o que havia na cidade antes de zarpar a Paro. Fomos naquela manhã à alta estátua de Buda,

Entre campos de arroz, arquitetura butanesa e budismo tântrico em Punakha, Butão

De que o Butão é um país pitoresco, acho que já os convenci no post anterior. É algo que continuará em todas estas postagens. Mas o Butão também é rico de particularidades, curiosidades, seja o curioso Budismo tântrico, seja a sua arquitetura tradicional tão particular. Eu dormira em Punakha, um dos distritos mais visitados do país, e acordei no dia seguinte para uma manhã nublada. Eu, ambicioso, aproveitei-me de estar viajando sozinho — e, portanto, na minha própria velocidade — para fazer um programa intenso, com tudo o que fosse possível ver ou fazer. Nesta manhã, faria uma caminhada pelos arrozais até um

No Reino do Butão, país budista nos Himalaias

Bem vindos ao Reino do Butão, este país budista nos Himalaias. Uma das viagens mais memoráveis que já fiz. O Butão é o bucolismo rural e natural cada vez mais difíceis de encontrar na Ásia, saturada que está pela superpopulação e pela urbanização desordenada. No Butão, temos menos de um milhão de pessoas, que sequer estão concentradas na capital. Essa, Thimpu, possui apenas 1/7 da população do país, algo mais de 100.000 habitantes.  Os rios continuam limpos. Ver corredeiras ainda quase transparentes, da água gélida que desce dos Himalaias e aqui ganha breves tons esverdeados enquanto margeia as pedras, encheu-me de alegria.

Vales e terraços de arroz nos Himalaias: Uma caminhada nos arredores rurais de Katmandu, Nepal

As pessoas imaginam os Himalaias sempre como aquelas montanhas altíssimas, de mais de 8.000m de altura e picos nevados. No entanto, esquecem que antes de chegarmos àquelas elevações há grandes áreas de vales verdes, cultivados com terraços de arroz ou chá, onde as pessoas vivem. Foi algo que eu quis conferir aqui no Nepal, nos arredores de Katmandu, para ver algo da vida diária e das suas paisagens. A quem procura fazer uma caminhada ou trilha de um dia, por não ter tempo, disposição ou físico para as longas trilhas de uma semana ou mais até a base do Everest, Annapurna

Ao alto das Montanhas do Cáucaso na Geórgia: O Monte Kazbegi, Stepantsminda, e a Igreja de Gergeti

Era um ensolarado dia de verão na Geórgia quando eu fui conhecer as Montanhas do Cáucaso. Estas montanhas, que separam a Rússia das antigas (outras) repúblicas soviéticas da Geórgia e do Azerbaijão, são o lugar que originou os termos "caucasiano" e "caucasóide". Daqui, disseram no século XVIII, teria surgido a "raça branca", uma balela do ponto de vista biológico, mas que não deixou de trazer atenção ao lugar.  Hoje, estas montanhas entre o Mar Negro e o Mar Cáspio são visitadas por adoradores das paisagens, trilheiros, e amantes da natureza. Ah! Como estamos na Geórgia, um país eminentemente cristão, é claro

Pelo interior da Armênia: Paisagens, mosteiros, e igrejas de pedra

A Armênia é um destino para quem se interessa por História, cultura, e religião — tudo isso envelopado nas paisagens áridas e elevadas aqui do Cáucaso. Poucas vezes eu encontrei no mundo um país tão rugoso, cheio de altos e baixos. Não vi uma gota de chuva que umedecesse estas terras secas, embora sem dúvida chova algo em outras épocas. E vi um povo orgulhoso da sua identidade e muito ciente do seu lugar na História. Não há como falar de Armênia sem falar em Cristianismo — os próprios armênios não deixam. Seria quase como falar de judeus sem falar em judaísmo.

As termas da Lagoa Azul (blue lagoon) na Islândia

Esta havia sido uma semana na remota Islândia, encontrando-me com suas paisagens rústicas e a natureza do jeito que ela é aqui: não exuberante como nos trópicos, mas mostrando quase uma Terra primitiva, de rochas, água, escarpas, cachoeiras, gêisers e plantas apenas rasteiras. Faltava completar a estadia com uma ida obrigatória à Blue Lagoon, a famosa terma de águas azuis da Islândia. É uma boa visita, e útil saber algumas coisas antes de vir aqui.  Depois de fazer vários tours a partir de Reykjavík ao longo dos últimos dias (a Snaefellsnes, à costa sul da Islândia, à fissura continental de Silfra, e

Fazendo o Círculo Dourado (golden circle), o tour mais popular na Islândia

Dentre os muitos tours que saem de Reyjkavík na Islândia, o Círculo Dourado (conhecido por seu nome em inglês, Golden Circle) é sem dúvida o mais popular. Embora haja vários outros lugares muito bonitos na Islândia, como a península de Snaefellsnes ou a invernal praia de areias negras e colunas de basalto na costa sul do país, este aqui é o tour que não se pode sair sem fazer. Em parte pela beleza, em parte por incluir lugares-ícones da Islândia. O Círculo Dourado inclui o Parque Nacional de Þingvellir (essa letra islandesa soa como "th" na palavra inglesa "think"), uma área geotérmica com gêisers, e

A costa sul da Islândia: Entre cachoeira e praia de areias negras

Após ver o que há na capital Reykjavík e conhecer a península de Snaefellsnes, chegou a hora de ver alguns dos lugares mais icônicos da Islândia, na costa sul: sua praia de areias negras e as cachoeiras de Skogafoss e Seljalandsfoss, das mais bonitas do país. O tempo, que havia começado a semana bondoso (com sol e céu azul), no dia anterior já havia revertido ao seu astral cinzento mais costumeiro e agora estava completamente de volta ao padrão: nuvens, neblina e chuviscos, o tempo mais comum aqui na Islândia, estejam avisados. (Conheço alguém que alugou um carro achando que ia

Snaefellsnes e o oeste da Islândia: Paisagens do outro mundo neste mundo

Dos muitos tours que se fazem a partir de Reyjkavík, Snaefellsnes é um dos mais populares. É também um dos mais bonitos, senão "o mais". Esse nome grande corresponde a uma península no oeste do país, onde você vê praias, colinas, e formações rochosas espetaculares. São das melhores paisagens da Islândia. Nesse tour eu veria algumas das belas paisagens da Terra, já outras que pareciam estar em outro planeta. Como nos outros casos, o ônibus ou micro-ônibus da agência passa para buscá-lo no endereço que você indica quando faz a reserva. (Esta foi com a Reykjavík Excursions.) Eu tomei um café, comi umas

Natureza na Islândia e snorkel em Silfra: Mergulhando na fissura entre as placas continentais da América do Norte e Eurásia

Eis a natureza da Islândia, seu maior atrativo. No post anterior eu iniciei a visita pela capital e única cidade de porte do país, Reykjavík. Agora vamos aos vários tours que eu fiz a partir de lá. Há visitantes que alugam carro, mas é perfeitamente possível visitar as principais atrações da Islândia em tours diários de ônibus, com passeios que você pré-arranja com as agências pela internet. (Ao final, como sempre, darei todas as dicas e recomendações.) Este foi o primeiro tour que fiz: um mergulho de superfície (snorkel) em águas a 3ºC (é isto mesmo) na fissura de Silfra, entre

Istambul na primavera: Revendo o Grand Bazaar, Hagia Sophia, a Mesquita Azul e outros lugares da maior cidade da Turquia

Eu chego a ficar com cara de bobo. Rever Istambul pra mim sempre é um reencontro com uma das minhas cidades preferidas. A magnífica rainha do Estreito do Bósforo, entre dois continentes (Ásia e Europa), é uma cidade como nenhuma outra. Eu aqui me sinto numa espécie de "linha do equador" do mundo dividindo-o entre Ocidente e Oriente. Na primavera, então, Istambul fica especialmente bonita. Tulipas nos jardins enfeitam as praças e canteiros dos pontos turísticos com essa flor de origem persa, e que os otomanos usavam muito antes de ela virar sensação na Holanda. O tempo ainda varia, com os

Karakorum, a histórica capital da Mongólia na Idade Média (Tour dias 8 e 9)

À 7ª noite do nosso tour, chegamos a Karakorum, a histórica capital medieval dos mongóis. Já havíamos cruzado por dias as estepes da Mongólia na nossa kombi, as paisagens secas do Deserto de Gobi no sul do país, e mesmo as estepes verdejantes banhadas pelo Rio Orkhon na Mongólia Central. Agora era hora de um pouco (mais) de História e cultura neste nosso passeio. O nosso tour de 9 dias se completaria em breve, e estávamos já naquele misto de "o que falta ainda pra ver?" e uma vontade escondida de tomar um banho digno, deitar numa cama macia, e comer

O Vale do Rio Orkhon e a Mongólia Central (Tour dias 6 e 7): Estepes, nômades e cavalos

O sexto dia amanheceu nublado. O famigerado Deserto de Gobi havia ficado para trás, e nós agora adentrávamos a Mongólia Central — o coração do país. Nesta região central da Mongólia, há maior umidade e dominam os pastos por sobre as colinas até onde a vista alcança. Os rebanhos atravessam a frente do carro às centenas. Ou talvez fosse mais correto dizer: o carro passava dispersando centenas de cabras, ovelhas, bois e yaks que pastavam tranquilamente na imensidão. Como cheguei a sugerir anteriormente, me parece que aqui na Mongólia os animais são mais felizes. Com água, pastos e animais estão também os

O Deserto de Gobi, as Dunas de Khongor e os Penhascos Flamejantes: Tour pela Mongólia, dias 4 e 5

Continuação de Iniciando um tour pela Mongólia (Dias 1, 2 e 3): Entre vales, estepes e camelos Não, não é o Saara. Não estamos na África nem na Arábia, mas sim na Ásia Central. Se você reparar num mapa da China, verá que o seu oeste é muito pouco habitado, dotado como é de regiões áridas até você chegar às montanhas que lhe servem de fronteiras com o Quirguistão e o Tajiquistão. Por aqui passavam as rotas de mercadores, naquilo que ficou apelidado de Rota da Seda, e que levava até as grandes cidades da Pérsia, Constantinopla/Istambul, o Egito e a Europa. A

Iniciando um tour pela Mongólia (Dias 1, 2 e 3): Entre vales, estepes e camelos

Era uma manhã dessas de sol quando todos nos reunimos no albergue. Éramos eu, minha amiga canadense com quem viajava, três franceses que espontaneamente juntaram-se ao nosso tour (o que reduziu o preço), um rapaz mongol que nos serviria de guia, e um senhor mongol que seria o nosso motorista. Arrumar um tour pela Mongólia não é difícil, mas é preciso ser criterioso. Há muitas ofertas, muitas delas exageradamente caras, outras baratas mas furadas, e por aí vai. Ao final destes relatos na Mongólia, eu vou compartir com vocês as dicas disso. Os arranjos que fiz foi com Jagaa, alguém que —

Bem vindos à Mongólia e ao Gorkhi-Terelj National Park

Eis a Mongólia, um país de tão forte imagem medieval (dos tempos do conquistador Gêngis Khan) que a gente nem lembra que o país ainda existe, e poucos fazem ideia de como ele atualmente é. Estamos na Ásia Central; para nós, das menos conhecidas regiões do mundo. Aqui, os povos das estepes encontram-se espremidos entre as milenares influências chinesa, persa, e muitas outras. Pode parecer estranho falar em "espremido" nestas esparsas terras onde há menos de 2 pessoas por Km², mas cultural e politicamente é assim que os mongóis estão desde que os herdeiros de Gêngis Khan perderam as rédeas. Acompanhem-me aos

Lago Baikal e Ilha de Olkhon, Sibéria: Entre xamanismo e natureza no interior da Rússia

Como toda história da vida real, este post não tem um tema só. Impressões dos vários tipos costumam nos assaltar em conjunto; o belo ao lado do disfuncional e do interessante. Assim foi comigo aqui na visita ao Lago Baikal, na Sibéria, onde pude contemplar as suas magníficas paisagens, ao mesmo tempo em que experimentava a precariedade de infraestrutura do interior russo e conhecia algo da interessante cultura xamanística dos nativos siberianos. Acompanhem-me. Certa vez, nos idos dos anos 1980, o finado chanceler alemão Helmut Schmidt famosamente chamou a União Soviética de "Burkina Faso com mísseis", basicamente dizendo que, afora o

Muiden e Pampus: Entre castelos e fortalezas na Holanda

Estar na Holanda é estar sempre perto de água — quem já visitou, sabe disso. Mas poucos sabem que houve uma época (não muito tempo atrás) em que este Reino dos Países Baixos quis usar seu relevo e sua susceptibilidade a enchentes como arma de defesa em guerras. Se você acha que já viu tudo em Amsterdã e arredores, ou quer algo menos turístico que o popular museu aberto de Zaanse Schans, considere uma visita a Muiden. Este vilarejo a 5 Km da capital holandesa é autêntico e tranquilo, conta com um castelo medieval bem conservado, e você de quebra pode conhecer

Marken e o andar de bicicleta pela Holanda

Andar de bicicleta na Holanda, como eu comentei no meu post sobre Amsterdã, é uma obrigação. Nunca ouvi falar de alguém aqui que não soubesse pedalar, e quem quer que eu visse sem bicicleta, era um fenômeno temporário porque quebrou ou o pneu furou. Mas afora o andar de bicicleta pela cidade como meio de transporte, é ultra-comum também aos holandeses fazer passeios mais longos de bicicleta — e os estrangeiros que vêm morar aqui logo aderem e tentam fazer o mesmo também.  Suas ciclovias infinitas são outra das características típicas holandesas, e os holandeses são capazes de pedalar dezenas de Km por

Visitando o jardim de flores Keukenhof na primavera, na Holanda

A Holanda toda é apaixonada por flores. Em verdade, flores são o principal produto agrícola do país, em especial as tulipas. Estas flores de origem persa, e ainda facilmente encontráveis naquela região em cidades como Istambul ou Teerã, difundiram-se de tal maneira na Holanda que hoje esta as exporta até para as celebrações religiosas do Vaticano. As tulipas foram trazidas à Europa pelo embaixador francês no então Império Turco Otomano, em 1544, e elas logo se tornaram tão populares que são consideradas uma das primeiras "bolhas especulativas" da História. Seus preços em Amsterdã, na época da "Idade de Ouro" da expansão

Flores tropicais no Taiti & Polinésia Francesa em 20 fotos

Eu sou biólogo de formação e, embora a botânica não seja exatamente o meu forte, não há como vir aqui ao Taiti e não ter a sua atenção chamada pela miríade de flores por toda parte — desde algumas encontráveis no Brasil a outras que eu jamais havia visto. Não sei se já vi em outro lugar do mundo tamanha onipresença de arranjos como aqui, desde às flores selvagens que crescem belas nas beira da estrada, aos hibiscus e tiarés que as taitianas põem atrás da orelha, às coroas floridas de usar na cabeça. Resolvi honrar o florido Taiti fazendo esta compilação

Moorea, Polinésia Francesa: Paisagens, mar, e lugares interessantes

(Este é um post com muitas fotos.) Moorea é uma das ilhas mais fotogênicas da Polinésia Francesa. Ela é também a única aonde é possível ir de ferry desde o Tahiti — fica a apenas 1h de viagem. Antes que eu deixe para depois e esqueça, os horários e preços você encontra aqui, na página oficial dos ferries Aremiti, mas não há nenhuma necessidade de reservar antecipadamente. Basta aparecer 1h antes na Estação de Ferries e comprar a sua passagem para uma viagem tranquila e confortável. Eu havia chegado de volta a Pape'ete desde Bora Bora no dia anterior, retornei para dormir na pousada

Bora Bora, na Polinésia Francesa, e os seus 50 tons de azul

Um voo de 50 minutos me levou do Taiti, a ilha principal da Polinésia Francesa, à lendária Bora Bora, talvez a mais comentada das demais ilhas deste arquipélago das Ilhas de Sociedade (Îles-de-Société). Vir aqui, a este lugar tão remoto e de curioso nome, era pra mim um sonho, uma realização deveras simbólica. Aquele voo doméstico, operado pela Air Tahiti, é a única forma de chegar a Bora Bora — excetuando-se, é claro, viajar em barco próprio, como alguns velejadores fazem. Não há serviços de ferry. Ainda que houvesse serviço de ferry, contudo, não valeria a pena, pois das melhores vistas de

Taiti adentro: De Papeete às montanhas desta ilha vulcânica da Polinésia Francesa

O Taiti não é só mar, é também terra. Nestas ilhas, crescem matas, há montanhas, flores e caminhos interessantes pouco explorados. Aqui havia muita gente, mas a grande maioria — como em outros países da Oceania — morreu vítima das doenças trazidas pelos navegadores europeus e para as quais não tinham imunidade. Se os interiores das ilhas eram outrora habitados por muitas tribos, hoje a população se concentra quase que exclusivamente nos arredores das ilhas; no meio, restaram as montanhas, as florestas, e as ruínas ainda nunca escavadas do que eram as civilizações "pré-europeus" do Pacífico. Eu havia pernoitado na cidade

Na Ilha do Farol Amédée (Nova Caledônia): Vistas, snorkel e vida marinha

Estamos na Nova Caledônia, território ultramarino francês na Oceania. Já relatei as minhas experiências pela capital Nouméa e na linda Ilha dos Pinheiros. Agora era hora de conhecer mais da vida marinha deste lugar e, pura e simplesmente, curtir a praia. Quando eu fui à praia de Nouméa, fui atendido na loja por uma travesti. Eva, da cor do pecado, se descrevia como "taitiana-chinesa" (tahitienne-chinoise), e morria de empolgações pelo Brasil. Eu buscava um passeio a algum lugar interessante onde eu pudesse ir à praia — e, de preferência, fazer um snorkel (aquele mergulho de superfície com máscara) também. A minha escolha foi

A Ilha dos Pinheiros (Île des Pins), Nova Caledônia: Um paraíso na Terra

Quando você viaja muito, já não se impressiona mais tão facilmente com as coisas. Alguém lhe fala de um café ma-ra-vi-lho-so, e você já tomou vários que são melhores. Ou uma igreja linda, mas você já viu tantas. Claro que cada coisa tem sua beleza, cada coisa tem seu sabor particular a ser apreciado, mas já é mais difícil ocorrer aquele "Uau!". Ainda assim, volta e meia você se depara com lugares que elevam os seus parâmetros a outro nível. A Ilha dos Pinheiros (Île des Pins), na Nova Caledônia, foi um desses. A cerca de 100 Km da ilha principal,

A Praia de Champanhe (Champagne Beach), Turtle Bay, Towoc e outros refúgios naturais em Espíritu Santo, Vanuatu

Chegou a hora de ir a belas praias remotas, a lugares quietos da natureza (onde parece não andar ninguém), e de ver como encerrei o meu passeio aqui em Vanuatu. Hora de subir a costa nordeste desta Ilha do Espíritu Santo. Eu havia chegado podre da trilha da Millennium Cave quando Marie, a dona da pensão, me disse que haveria um casal de hóspedes australianos subindo de carro na mesma direção que eu no dia seguinte. O meu plano original era ir na caminhonete coletiva com o povão atrás, mas uma carona sempre vem a calhar. Só esqueci que não estava no

Fazendo a Millennium Cave em Vanuatu: Trilha, caverna, e rio na floresta

Não é todo dia que eu entro num passeio onde uma das principais recomendações é "ir com uma roupa que você não vai querer mais". Passei um bom tanto da tarde anterior pelas lojas de chineses para comprar uma bermuda vagabunda, e custou-me selecionar qual camisa seria "sacrificada". Um dos lugares mais populares de Vanuatu entre os turistas é a Millennium Cave, uma caverna (re)descoberta no ano 2000 na ilha de Espíritu Santo. ("Re" porque grandes quantidades de população aqui da Oceania morreu de doenças contagiosas quando os europeus vieram aqui entre 1600-1800, tal como já havia ocorrido nas Américas.) Hoje,

Bem vindos a Luganville e Espiritu Santo (assim com U), em Vanuatu

Terra à vista!  Você talvez não soubesse que os portugueses tinham chegado assim tão longe. Verdade seja dita, o português Fernão de Magalhães foi o primeiro a circumnavegar o globo (de 1519 a 1522), então há poucos lugares aonde os portugueses não foram. O que você provavelmente não imaginava é que houvesse terras assim tão longe com nomes portugueses. Muito, muito distante do Espírito Santo brasileiro há um semi-homônimo, Espíritu Santo (que os nativos e os ingleses, que vieram aqui depois, acabaram por grafar com U, e essa permanece a grafia oficial) uma ilha no Oceano Pacífico batizada assim pelos navegadores portugueses

O Vanuatu tribal da Melanésia tradicional

Esses são os meus novos amigos. Lembram a Timbalada, mas numa versão mais hardcore. Como eu comentei no post anterior, Vanuatu (e toda a Melanésia) têm uma organização social tribal, que os europeus encontraram aqui e que ainda subsiste. Isso guarda um impressionante, curioso, e às vezes até macabro passado tradicional.  Por exemplo, o famoso bungee jump surgiu como uma "versão nutella" para um rito de passagem de raiz da Ilha de Pentecostes (sim, o nome lhe foi dado por portugueses) aqui em Vanuatu. Lá, para chegar à idade adulta os homens precisam se atirar de um penhasco com vinhas amarrada aos pés —

Em passeios e resorts pelas Ilhas Mamanucas e Yasawas em Fiji: Indo do luxuoso ao basicão

Eu no post anterior mostrei meu breve contato com o Fiji autêntico, dos fijianos. Como turista, contudo, o que me marcou mais foi mesmo o passeio pelos resorts nas ilhas Mamanucas e Yasawas — não há como mentir. Não venha a Fiji para ficar só num hotel ou hostel na ilha principal fazendo tours diários bate-e-volta. Conheci alguns turistas que vieram de longe, da Europa, e passaram uma semana nisso. Só depois eu me dei conta do quanto eles deixaram de aproveitar. Organizar um passeio de vários dias às ilhas Yasawas é essencialíssimo. (Eu costumo ser muito comedido com isso de dizer

Bem vindos a Fiji e à Melanésia: Praias, mar e sossego na Oceania

PRÓLOGO: Melanésia, a terra dos negros que não são da África Essa mulher negra de Fiji na foto ao lado é tão africana quanto Maria Sharapova ou a primeira-dama da China. Seus ancestrais saíram da África há mais de 50 mil anos, como os de todas as pessoas dos outros continentes, e o fato de ela parecer africana não diz nada. Geneticamente, "raça" é um conceito fantasioso, que só existe na cabeça de quem inventou de distinguir as pessoas com base na aparência. Por dentro, a genética de dois povos parecidos aos olhos pode ser bastante diferente. Tampouco o fenótipo dela

Crônicas em Samoa, Oceania (Parte 5): Da Cachoeira de Afu Aau aos Alofaaga blowholes

Continuação de Crônicas em Samoa, Oceania (Parte 4): Indo a Savai’i, a outra ilha Pati foi o mórmon mais simpático que eu já conheci. Os mórmons, pra quem não sabe, são a principal Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (há várias), que seguem uma doutrina fundada por Joseph Smith Jr. em Utah, nos Estados Unidos, nos idos de 1840. São aquelas duplas de rapazes de camisas brancas e calças pretas que você vê circulando por aí, mundo afora. Samoa e a Oceania em geral são repletas dessas igrejas. Aqui, longe do uniforme preto e branco, Pati usava uma camisa folgada,

Paisagens da Nova Zelândia em 20 fotos

Algumas das paisagens mais belas do mundo estão na Nova Zelândia. Considerando-se o seu modesto tamanho (menor que o estado do Tocantins), é uma concentração alta de esplendor da natureza. Vale vir à Nova Zelândia já só pelas paisagens que você encontrará.  Há muito, mas aqui vai uma pequena amostra de coisas que eu vi com os meus próprios olhos e fotografei. (Nas legendas das fotos você encontra os links para os relatos em detalhes, caso queira saber melhor sobre os lugares.) 14. O Lago Wakatipu, com bosques e montanhas. Relatos completos das minhas viagens pela Nova Zelândia aqui.

Milford Sound: Natureza pelos fiordes da Ilha Sul da Nova Zelândia

Milford Sound é um daqueles lugares da Nova Zelândia de que eu nunca tinha ouvido falar, mas que me impressionaram profundamente. Estamos falando de fiordes (braços de mar que adentram a terra) cercados de cascatas nas rochas e vegetação nativa.  Muita gente elogia a natureza da Nova Zelândia sem conhecê-la de fato. A maioria dos visitantes não percebe que o ambiente natural do país foi altamente transformado após a chegada dos ingleses, a vegetação natural quase que inteiramente removida para dar lugar aos pastos e plantações de árvore de corte que hoje dominam a paisagem. A vegetação nativa da Nova Zelândia é rasteira,

Queenstown, a cidade mais pitoresca da Nova Zelândia: Lago, montanhas, e esportes radicais

Queenstown é a capital mundial dos esportes radicais, a capital dos brasileiros na Nova Zelândia, e a cidade mais pitoresca do país. Que combinação! Estamos no miolo da ilha sul, em meio às montanhas nevadas dos Alpes do Sul. Parece que você está em Bariloche ou na Suíça, só que com um toque anglófono, que lembra mais o Canadá ou os Estados Unidos. Cheguei de ônibus numa tarde dessas. Queenstown, com seus meros 20 mil habitantes, lembra aquelas pequenas cidades suíças nos Alpes, embora sem tanto glamour. A parte construída pode não ter o charme e profundidade histórica de uma Lucerna, por

O Lago Tekapo e os Alpes do Sul, na Nova Zelândia

Este é um post bastante visual. Não há como ser diferente, o Lago Tekapo [Tê-ka-pô] é uma das áreas mais cênicas de toda a Nova Zelândia. Inserido na cordilheira dos chamados Alpes do Sul, que cortam toda a ilha sul da Nova Zelândia, o Lago Tekapo é uma massa azul de 83km² a uma altitude de 710m. Os Alpes do Sul ultrapassam os 3.000m, com o Monte Cook/Aoraki sendo o pico mais elevado de toda a Nova Zelândia, a 3.724m de altura. (Aoraki, que no idioma Maori quer dizer algo como "trespassador de nuvens", já era o nome desse monte quando os ingleses

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