You are here
Home > Posts tagged "Paisagens"

Entre campos de arroz, arquitetura butanesa e budismo tântrico em Punakha, Butão

De que o Butão é um país pitoresco, acho que já os convenci no post anterior. É algo que continuará em todas estas postagens. Mas o Butão também é rico de particularidades, curiosidades, seja o curioso Budismo tântrico, seja a sua arquitetura tradicional tão particular. Eu dormira em Punakha, um dos distritos mais visitados do país, e acordei no dia seguinte para uma manhã nublada. Eu, ambicioso, aproveitei-me de estar viajando sozinho — e, portanto, na minha própria velocidade — para fazer um programa intenso, com tudo o que fosse possível ver ou fazer. Nesta manhã, faria uma caminhada pelos arrozais até um

No Reino do Butão, país budista nos Himalaias

Bem vindos ao Reino do Butão, este país budista nos Himalaias. Uma das viagens mais memoráveis que já fiz. O Butão é o bucolismo rural e natural cada vez mais difíceis de encontrar na Ásia, saturada que está pela superpopulação e pela urbanização desordenada. No Butão, temos menos de um milhão de pessoas, que sequer estão concentradas na capital. Essa, Thimpu, possui apenas 1/7 da população do país, algo mais de 100.000 habitantes.  Os rios continuam limpos. Ver corredeiras ainda quase transparentes, da água gélida que desce dos Himalaias e aqui ganha breves tons esverdeados enquanto margeia as pedras, encheu-me de alegria.

Vales e terraços de arroz nos Himalaias: Uma caminhada nos arredores rurais de Katmandu, Nepal

As pessoas imaginam os Himalaias sempre como aquelas montanhas altíssimas, de mais de 8.000m de altura e picos nevados. No entanto, esquecem que antes de chegarmos àquelas elevações há grandes áreas de vales verdes, cultivados com terraços de arroz ou chá, onde as pessoas vivem. Foi algo que eu quis conferir aqui no Nepal, nos arredores de Katmandu, para ver algo da vida diária e das suas paisagens. A quem procura fazer uma caminhada ou trilha de um dia, por não ter tempo, disposição ou físico para as longas trilhas de uma semana ou mais até a base do Everest, Annapurna

Ao alto das Montanhas do Cáucaso na Geórgia: O Monte Kazbegi, Stepantsminda, e a Igreja de Gergeti

Era um ensolarado dia de verão na Geórgia quando eu fui conhecer as Montanhas do Cáucaso. Estas montanhas, que separam a Rússia das antigas (outras) repúblicas soviéticas da Geórgia e do Azerbaijão, são o lugar que originou os termos "caucasiano" e "caucasóide". Daqui, disseram no século XVIII, teria surgido a "raça branca", uma balela do ponto de vista biológico, mas que não deixou de trazer atenção ao lugar.  Hoje, estas montanhas entre o Mar Negro e o Mar Cáspio são visitadas por adoradores das paisagens, trilheiros, e amantes da natureza. Ah! Como estamos na Geórgia, um país eminentemente cristão, é claro

Sul da Armênia: Entre licores de damasco e o Mosteiro de Tatev nas montanhas

Visitada a capital e alguns sítios próximos, havia chegado o dia de eu fazer uma excursão ao sul da Armênia, quase na fronteira com o Irã, a conhecer o Mosteiro de Tatev, do século IX, uma das muitas preciosidades históricas desta região. Nesta terra de montanhas e vales, sol quente e seco, há muito que monges cristãos viveram em comunidades isoladas. É um tradição antiga, como quase tudo por aqui. Há muitas agências de turismo em Erevan oferecendo passeios às diversas partes do país (embora nem todos estejam disponíveis todos os dias, então atenção se você estiver visitando). Este eu organizei com

Pelo interior da Armênia: Paisagens, mosteiros, e igrejas de pedra

A Armênia é um destino para quem se interessa por História, cultura, e religião — tudo isso envelopado nas paisagens áridas e elevadas aqui do Cáucaso. Poucas vezes eu encontrei no mundo um país tão rugoso, cheio de altos e baixos. Não vi uma gota de chuva que umedecesse estas terras secas, embora sem dúvida chova algo em outras épocas. E vi um povo orgulhoso da sua identidade e muito ciente do seu lugar na História. Não há como falar de Armênia sem falar em Cristianismo — os próprios armênios não deixam. Seria quase como falar de judeus sem falar em judaísmo.

Fazendo o Círculo Dourado (golden circle), o tour mais popular na Islândia

Dentre os muitos tours que saem de Reyjkavík na Islândia, o Círculo Dourado (conhecido por seu nome em inglês, Golden Circle) é sem dúvida o mais popular. Embora haja vários outros lugares muito bonitos na Islândia, como a península de Snaefellsnes ou a invernal praia de areias negras e colunas de basalto na costa sul do país, este aqui é o tour que não se pode sair sem fazer. Em parte pela beleza, em parte por incluir lugares-ícones da Islândia. O Círculo Dourado inclui o Parque Nacional de Þingvellir (essa letra islandesa soa como "th" na palavra inglesa "think"), uma área geotérmica com gêisers, e

A costa sul da Islândia: Entre cachoeira e praia de areias negras

Após ver o que há na capital Reykjavík e conhecer a península de Snaefellsnes, chegou a hora de ver alguns dos lugares mais icônicos da Islândia, na costa sul: sua praia de areias negras e as cachoeiras de Skogafoss e Seljalandsfoss, das mais bonitas do país. O tempo, que havia começado a semana bondoso (com sol e céu azul), no dia anterior já havia revertido ao seu astral cinzento mais costumeiro e agora estava completamente de volta ao padrão: nuvens, neblina e chuviscos, o tempo mais comum aqui na Islândia, estejam avisados. (Conheço alguém que alugou um carro achando que ia

Snaefellsnes e o oeste da Islândia: Paisagens do outro mundo neste mundo

Dos muitos tours que se fazem a partir de Reyjkavík, Snaefellsnes é um dos mais populares. É também um dos mais bonitos, senão "o mais". Esse nome grande corresponde a uma península no oeste do país, onde você vê praias, colinas, e formações rochosas espetaculares. São das melhores paisagens da Islândia. Nesse tour eu veria algumas das belas paisagens da Terra, já outras que pareciam estar em outro planeta. Como nos outros casos, o ônibus ou micro-ônibus da agência passa para buscá-lo no endereço que você indica quando faz a reserva. (Esta foi com a Reykjavík Excursions.) Eu tomei um café, comi umas

Natureza na Islândia e snorkel em Silfra: Mergulhando na fissura entre as placas continentais da América do Norte e Eurásia

Eis a natureza da Islândia, seu maior atrativo. No post anterior eu iniciei a visita pela capital e única cidade de porte do país, Reykjavík. Agora vamos aos vários tours que eu fiz a partir de lá. Há visitantes que alugam carro, mas é perfeitamente possível visitar as principais atrações da Islândia em tours diários de ônibus, com passeios que você pré-arranja com as agências pela internet. (Ao final, como sempre, darei todas as dicas e recomendações.) Este foi o primeiro tour que fiz: um mergulho de superfície (snorkel) em águas a 3ºC (é isto mesmo) na fissura de Silfra, entre

De volta a Santorini, a mais visitada das ilhas gregas

De todas as mui famosas ilhas gregas, marcadas por suas casinhas brancas circundadas de mar impassivelmente azul, a mais visitada é Santorini. É pitoresca ao extremo, do que acho que os convenci no meu post anterior aqui, Santorini, a rainha das ilhas gregas.  Agora, alguns anos depois, era hora de revê-la. Este é um post curto, de um breve reencontro. É difícil falar de Santorini. As fotos parecem fazer um serviço muito melhor em mostrar-lhes a beleza e as vistas a que me refiro. O que posso dizer é que desta vez cheguei de avião em vez de ferry, vindo de Atenas. George, o

Vladivostok, Rússia: O fim de linha da Ferrovia Trans-Siberiana

Eis Vladivostok, a "São Francisco" da Rússia. O fim de linha da gigante Ferrovia Trans-Siberiana, de mais de 9.200Km. Um lugar que alguns amigos brasileiros achavam que só existia no jogo de tabuleiro WAR, mas que é uma cidade de verdade — e elegante. Eu cheguei a Vladivostok numa manhã nublada, úmida e quente, após um trem noturno desde Khabarovsk. Com a cara de quem dormiu no trem, uma mochila na frente e outra atrás, eu me apressei a tirar uma foto com o marco do fim da ferrovia. É uma foto para se guardar. (Vários asiáticos num grupo tiveram a mesma

Khabarovsk, a charmosa cidade no Leste Distante da Rússia

Certa vez eu conheci um russo meio doidinho, num albergue na Europa, que se assombrou quando eu lhe disse que iria ao Leste Distante da Rússia. Num inglês quebrado, ele comentou que Moscou e São Petersburgo eram uma coisa, fáceis de navegar. Já Blagoveshchensk e Khabarovsk, que eu lhe disse que planejava visitar, eram "a Rússia profunda" ("deep Russia"), outros 500. Ele achou que eu era meio maluco de ir pra lá sem fluência em russo, e gostou de mim por isso. De fato, visitar o interior da Rússia está muito distante da experiência de conhecer Moscou ou São Petersburgo, cidades

Karakorum, a histórica capital da Mongólia na Idade Média (Tour dias 8 e 9)

À 7ª noite do nosso tour, chegamos a Karakorum, a histórica capital medieval dos mongóis. Já havíamos cruzado por dias as estepes da Mongólia na nossa kombi, as paisagens secas do Deserto de Gobi no sul do país, e mesmo as estepes verdejantes banhadas pelo Rio Orkhon na Mongólia Central. Agora era hora de um pouco (mais) de História e cultura neste nosso passeio. O nosso tour de 9 dias se completaria em breve, e estávamos já naquele misto de "o que falta ainda pra ver?" e uma vontade escondida de tomar um banho digno, deitar numa cama macia, e comer

O Vale do Rio Orkhon e a Mongólia Central (Tour dias 6 e 7): Estepes, nômades e cavalos

O sexto dia amanheceu nublado. O famigerado Deserto de Gobi havia ficado para trás, e nós agora adentrávamos a Mongólia Central — o coração do país. Nesta região central da Mongólia, há maior umidade e dominam os pastos por sobre as colinas até onde a vista alcança. Os rebanhos atravessam a frente do carro às centenas. Ou talvez fosse mais correto dizer: o carro passava dispersando centenas de cabras, ovelhas, bois e yaks que pastavam tranquilamente na imensidão. Como cheguei a sugerir anteriormente, me parece que aqui na Mongólia os animais são mais felizes. Com água, pastos e animais estão também os

O Deserto de Gobi, as Dunas de Khongor e os Penhascos Flamejantes: Tour pela Mongólia, dias 4 e 5

Continuação de Iniciando um tour pela Mongólia (Dias 1, 2 e 3): Entre vales, estepes e camelos Não, não é o Saara. Não estamos na África nem na Arábia, mas sim na Ásia Central. Se você reparar num mapa da China, verá que o seu oeste é muito pouco habitado, dotado como é de regiões áridas até você chegar às montanhas que lhe servem de fronteiras com o Quirguistão e o Tajiquistão. Por aqui passavam as rotas de mercadores, naquilo que ficou apelidado de Rota da Seda, e que levava até as grandes cidades da Pérsia, Constantinopla/Istambul, o Egito e a Europa. A

Iniciando um tour pela Mongólia (Dias 1, 2 e 3): Entre vales, estepes e camelos

Era uma manhã dessas de sol quando todos nos reunimos no albergue. Éramos eu, minha amiga canadense com quem viajava, três franceses que espontaneamente juntaram-se ao nosso tour (o que reduziu o preço), um rapaz mongol que nos serviria de guia, e um senhor mongol que seria o nosso motorista. Arrumar um tour pela Mongólia não é difícil, mas é preciso ser criterioso. Há muitas ofertas, muitas delas exageradamente caras, outras baratas mas furadas, e por aí vai. Ao final destes relatos na Mongólia, eu vou compartir com vocês as dicas disso. Os arranjos que fiz foi com Jagaa, alguém que —

Bem vindos à Mongólia e ao Gorkhi-Terelj National Park

Eis a Mongólia, um país de tão forte imagem medieval (dos tempos do conquistador Gêngis Khan) que a gente nem lembra que o país ainda existe, e poucos fazem ideia de como ele atualmente é. Estamos na Ásia Central; para nós, das menos conhecidas regiões do mundo. Aqui, os povos das estepes encontram-se espremidos entre as milenares influências chinesa, persa, e muitas outras. Pode parecer estranho falar em "espremido" nestas esparsas terras onde há menos de 2 pessoas por Km², mas cultural e politicamente é assim que os mongóis estão desde que os herdeiros de Gêngis Khan perderam as rédeas. Acompanhem-me aos

No trem da Sibéria (Rússia) à Mongólia: Paisagens e imigração

Viajar de trem pela Rússia é a experiência de uma vida. Suas longas estepes, estas planícies casadas com aquelas da Mongólia e do Cazaquistão, são chão por onde migraram um sem-fim de povos, passaram incontáveis mercadores, viajantes históricos como Marco Polo, e por onde as civilizações trocaram milênios de mercadorias e influências culturais através da Rota da Seda, que ia até a China. Hoje já não se usam mais caravanas, mas para cruzar essas distâncias estão aí os trens.  Embora os trens russos (e mongóis) não sejam de altíssima velocidade (e é até melhor que não sejam, pois fica mais idílico e

Lago Baikal e Ilha de Olkhon, Sibéria: Entre xamanismo e natureza no interior da Rússia

Como toda história da vida real, este post não tem um tema só. Impressões dos vários tipos costumam nos assaltar em conjunto; o belo ao lado do disfuncional e do interessante. Assim foi comigo aqui na visita ao Lago Baikal, na Sibéria, onde pude contemplar as suas magníficas paisagens, ao mesmo tempo em que experimentava a precariedade de infraestrutura do interior russo e conhecia algo da interessante cultura xamanística dos nativos siberianos. Acompanhem-me. Certa vez, nos idos dos anos 1980, o finado chanceler alemão Helmut Schmidt famosamente chamou a União Soviética de "Burkina Faso com mísseis", basicamente dizendo que, afora o

Texel: a ilha que é um misto das paisagens holandesas mais típicas

Texel é uma ilha que poucos brasileiros sequer sabem que existe. Na verdade, ela é a maior ilha da Holanda (no extremo norte do país) e um destino corriqueiro dos holandeses que querem escapar da cidade. Ela, de certa forma, é um combo das mais típicas paisagens — rurais e urbanas — que se encontram na Holanda. Um trem até a cidade de Den Helder e, depois, um ferry levam você até Texel. Lá há praias ao estilo holandês, cidadezinhas pitorescas com muitas casas de tijolinho, planícies amplas, e até rebanhos de ovelhas. É um idílico a que os holandeses estão habituados e

Marken e o andar de bicicleta pela Holanda

Andar de bicicleta na Holanda, como eu comentei no meu post sobre Amsterdã, é uma obrigação. Nunca ouvi falar de alguém aqui que não soubesse pedalar, e quem quer que eu visse sem bicicleta, era um fenômeno temporário porque quebrou ou o pneu furou. Mas afora o andar de bicicleta pela cidade como meio de transporte, é ultra-comum também aos holandeses fazer passeios mais longos de bicicleta — e os estrangeiros que vêm morar aqui logo aderem e tentam fazer o mesmo também.  Suas ciclovias infinitas são outra das características típicas holandesas, e os holandeses são capazes de pedalar dezenas de Km por

Moorea, Polinésia Francesa: Paisagens, mar, e lugares interessantes

(Este é um post com muitas fotos.) Moorea é uma das ilhas mais fotogênicas da Polinésia Francesa. Ela é também a única aonde é possível ir de ferry desde o Tahiti — fica a apenas 1h de viagem. Antes que eu deixe para depois e esqueça, os horários e preços você encontra aqui, na página oficial dos ferries Aremiti, mas não há nenhuma necessidade de reservar antecipadamente. Basta aparecer 1h antes na Estação de Ferries e comprar a sua passagem para uma viagem tranquila e confortável. Eu havia chegado de volta a Pape'ete desde Bora Bora no dia anterior, retornei para dormir na pousada

Bora Bora, na Polinésia Francesa, e os seus 50 tons de azul

Um voo de 50 minutos me levou do Taiti, a ilha principal da Polinésia Francesa, à lendária Bora Bora, talvez a mais comentada das demais ilhas deste arquipélago das Ilhas de Sociedade (Îles-de-Société). Vir aqui, a este lugar tão remoto e de curioso nome, era pra mim um sonho, uma realização deveras simbólica. Aquele voo doméstico, operado pela Air Tahiti, é a única forma de chegar a Bora Bora — excetuando-se, é claro, viajar em barco próprio, como alguns velejadores fazem. Não há serviços de ferry. Ainda que houvesse serviço de ferry, contudo, não valeria a pena, pois das melhores vistas de

Taiti adentro: De Papeete às montanhas desta ilha vulcânica da Polinésia Francesa

O Taiti não é só mar, é também terra. Nestas ilhas, crescem matas, há montanhas, flores e caminhos interessantes pouco explorados. Aqui havia muita gente, mas a grande maioria — como em outros países da Oceania — morreu vítima das doenças trazidas pelos navegadores europeus e para as quais não tinham imunidade. Se os interiores das ilhas eram outrora habitados por muitas tribos, hoje a população se concentra quase que exclusivamente nos arredores das ilhas; no meio, restaram as montanhas, as florestas, e as ruínas ainda nunca escavadas do que eram as civilizações "pré-europeus" do Pacífico. Eu havia pernoitado na cidade

Na Ilha do Farol Amédée (Nova Caledônia): Vistas, snorkel e vida marinha

Estamos na Nova Caledônia, território ultramarino francês na Oceania. Já relatei as minhas experiências pela capital Nouméa e na linda Ilha dos Pinheiros. Agora era hora de conhecer mais da vida marinha deste lugar e, pura e simplesmente, curtir a praia. Quando eu fui à praia de Nouméa, fui atendido na loja por uma travesti. Eva, da cor do pecado, se descrevia como "taitiana-chinesa" (tahitienne-chinoise), e morria de empolgações pelo Brasil. Eu buscava um passeio a algum lugar interessante onde eu pudesse ir à praia — e, de preferência, fazer um snorkel (aquele mergulho de superfície com máscara) também. A minha escolha foi

A Ilha dos Pinheiros (Île des Pins), Nova Caledônia: Um paraíso na Terra

Quando você viaja muito, já não se impressiona mais tão facilmente com as coisas. Alguém lhe fala de um café ma-ra-vi-lho-so, e você já tomou vários que são melhores. Ou uma igreja linda, mas você já viu tantas. Claro que cada coisa tem sua beleza, cada coisa tem seu sabor particular a ser apreciado, mas já é mais difícil ocorrer aquele "Uau!". Ainda assim, volta e meia você se depara com lugares que elevam os seus parâmetros a outro nível. A Ilha dos Pinheiros (Île des Pins), na Nova Caledônia, foi um desses. A cerca de 100 Km da ilha principal,

A Praia de Champanhe (Champagne Beach), Turtle Bay, Towoc e outros refúgios naturais em Espíritu Santo, Vanuatu

Chegou a hora de ir a belas praias remotas, a lugares quietos da natureza (onde parece não andar ninguém), e de ver como encerrei o meu passeio aqui em Vanuatu. Hora de subir a costa nordeste desta Ilha do Espíritu Santo. Eu havia chegado podre da trilha da Millennium Cave quando Marie, a dona da pensão, me disse que haveria um casal de hóspedes australianos subindo de carro na mesma direção que eu no dia seguinte. O meu plano original era ir na caminhonete coletiva com o povão atrás, mas uma carona sempre vem a calhar. Só esqueci que não estava no

Descobrindo Vanuatu, Oceania: Um tour pela ilha de Efate

Estamos em Vanuatu, um arquipélago soberano em pleno Oceano Pacífico, na parte da Oceania conhecida como Melanésia. São as ilhas de negros que não são africanos — e onde há inclusive negros naturalmente loiros, que eu mostro a seguir. No post passado, eu relatei a minha chegada a este antigo "pandemônio" (como os nativos chamavam o co-domínio colonial de Reino Unido e França até 1980) e os meus bordejos pela capital Port Vila. Agora, é a vez de conhecermos os campos, as praias, o interior, as paisagens, e mais da gente de Vanuatu. O que os europeus encontraram aqui a partir dos idos

Em passeios e resorts pelas Ilhas Mamanucas e Yasawas em Fiji: Indo do luxuoso ao basicão

Eu no post anterior mostrei meu breve contato com o Fiji autêntico, dos fijianos. Como turista, contudo, o que me marcou mais foi mesmo o passeio pelos resorts nas ilhas Mamanucas e Yasawas — não há como mentir. Não venha a Fiji para ficar só num hotel ou hostel na ilha principal fazendo tours diários bate-e-volta. Conheci alguns turistas que vieram de longe, da Europa, e passaram uma semana nisso. Só depois eu me dei conta do quanto eles deixaram de aproveitar. Organizar um passeio de vários dias às ilhas Yasawas é essencialíssimo. (Eu costumo ser muito comedido com isso de dizer

Bem vindos a Fiji e à Melanésia: Praias, mar e sossego na Oceania

PRÓLOGO: Melanésia, a terra dos negros que não são da África Essa mulher negra de Fiji na foto ao lado é tão africana quanto Maria Sharapova ou a primeira-dama da China. Seus ancestrais saíram da África há mais de 50 mil anos, como os de todas as pessoas dos outros continentes, e o fato de ela parecer africana não diz nada. Geneticamente, "raça" é um conceito fantasioso, que só existe na cabeça de quem inventou de distinguir as pessoas com base na aparência. Por dentro, a genética de dois povos parecidos aos olhos pode ser bastante diferente. Tampouco o fenótipo dela

Paisagens da Nova Zelândia em 20 fotos

Algumas das paisagens mais belas do mundo estão na Nova Zelândia. Considerando-se o seu modesto tamanho (menor que o estado do Tocantins), é uma concentração alta de esplendor da natureza. Vale vir à Nova Zelândia já só pelas paisagens que você encontrará.  Há muito, mas aqui vai uma pequena amostra de coisas que eu vi com os meus próprios olhos e fotografei. (Nas legendas das fotos você encontra os links para os relatos em detalhes, caso queira saber melhor sobre os lugares.) 14. O Lago Wakatipu, com bosques e montanhas. Relatos completos das minhas viagens pela Nova Zelândia aqui.

Milford Sound: Natureza pelos fiordes da Ilha Sul da Nova Zelândia

Milford Sound é um daqueles lugares da Nova Zelândia de que eu nunca tinha ouvido falar, mas que me impressionaram profundamente. Estamos falando de fiordes (braços de mar que adentram a terra) cercados de cascatas nas rochas e vegetação nativa.  Muita gente elogia a natureza da Nova Zelândia sem conhecê-la de fato. A maioria dos visitantes não percebe que o ambiente natural do país foi altamente transformado após a chegada dos ingleses, a vegetação natural quase que inteiramente removida para dar lugar aos pastos e plantações de árvore de corte que hoje dominam a paisagem. A vegetação nativa da Nova Zelândia é rasteira,

Queenstown, a cidade mais pitoresca da Nova Zelândia: Lago, montanhas, e esportes radicais

Queenstown é a capital mundial dos esportes radicais, a capital dos brasileiros na Nova Zelândia, e a cidade mais pitoresca do país. Que combinação! Estamos no miolo da ilha sul, em meio às montanhas nevadas dos Alpes do Sul. Parece que você está em Bariloche ou na Suíça, só que com um toque anglófono, que lembra mais o Canadá ou os Estados Unidos. Cheguei de ônibus numa tarde dessas. Queenstown, com seus meros 20 mil habitantes, lembra aquelas pequenas cidades suíças nos Alpes, embora sem tanto glamour. A parte construída pode não ter o charme e profundidade histórica de uma Lucerna, por

O Lago Tekapo e os Alpes do Sul, na Nova Zelândia

Este é um post bastante visual. Não há como ser diferente, o Lago Tekapo [Tê-ka-pô] é uma das áreas mais cênicas de toda a Nova Zelândia. Inserido na cordilheira dos chamados Alpes do Sul, que cortam toda a ilha sul da Nova Zelândia, o Lago Tekapo é uma massa azul de 83km² a uma altitude de 710m. Os Alpes do Sul ultrapassam os 3.000m, com o Monte Cook/Aoraki sendo o pico mais elevado de toda a Nova Zelândia, a 3.724m de altura. (Aoraki, que no idioma Maori quer dizer algo como "trespassador de nuvens", já era o nome desse monte quando os ingleses

Kaikoura e as paisagens da costa leste da Ilha Sul da Nova Zelândia

Segui de Picton à pequenina cidade de Kaikoura por uma estrada pacata, após tomar o ferry desde Wellington para cruzar de uma ilha da Nova Zelândia a outra. Aqui começava o meu trajeto pela ilha sul do país. Não são estradas poeirentas "da roça", do tipo que você vê em filme americano ou que talvez encontre no interior da Austrália: aqui na Nova Zelândia são normalmente estradas bem asfaltadas, mas quase vazias, por amplas paisagens rurais de muita pastagem e pouca gente. Ao longe, algumas montanhas.  Em toda a Ilha Sul (equivalente ao tamanho do Ceará, só que aqui uma terra quase

Viagem de ferry entre as ilhas Norte e Sul da Nova Zelândia, de Wellington a Picton: Uma linda (e sacolejada) travessia

A travessia de ferry entre as ilhas Norte e Sul é um dos trajetos mais belos da bela Nova Zelândia — e dos mais fáceis e baratos de fazer. Ele liga Wellington, a capital neozelandesa na ponta da Ilha Norte, até a cidadezinha de Picton na Ilha Sul.  Um ferry normal, numa viagem de 3,5h atravessando o Estreito de Cook (batizado com o nome do capitão inglês James Cook, o primeiro europeu a navegar aqui), vendo este azulado pedaço do Oceano Pacífico e os recortes verdes na costa das grandes ilhas neozelandesas. A passagem é melhor você reservar com antecedência para garantir

Rumo a Wellington: A capital da Nova Zelândia e o espetacular museu “Te Papa”

Tinha tudo pra ser um dia lindo. O sol raiava, era uma manhã fresquinha, e eu me preparava para embarcar numa cênica viagem de trem desde Auckland até Wellington, a capital neozelandesa, no extremo sul da Ilha Norte do país.  Começou bem. Todos os trens são cênicos e turísticos na Nova Zelândia: como é habitual nos países de língua inglesa, há um predomínio do automóvel e das estradas, mas aqui há linhas especiais de trem nas quais turistas podem fazer uma viagem mais gostosa apreciando a paisagem. Há comentários em inglês e mandarim (o que achei revelador), e o trem era

Hobbiton: Visitando o cenário do Condado dos hobbits de “O Senhor dos Anéis”, na Nova Zelândia

Se todos já havíamos ouvido falar da Nova Zelândia há muito tempo, foi apenas com as trilogias de O Senhor dos Anéis e, depois, O Hobbit, que a maioria de nós começou a ter imagens de com que as paisagens neozelandesas se parecem. Sendo um país bastante rural, repleto de colinas verdes que sobem e descem no horizonte, nada mais adequado como cenário de filmagem para o Condado, a região da Terra Média onde vivem os hobbits do Professor J.R.R. Tolkien, inclusos aí os protagonistas Frodo e Bilbo. Hoje, esse cenário de filmagens do Condado (chamado aqui de Hobbiton, como que uma corruptela

Natureza em Rotorua, Nova Zelândia: Termas, sequoias, e enxofre

Acordei e, antes mesmo de abrir os olhos, lembrei onde estava. Quase que a minha primeira palavra do dia foi um palavrão. A cidade de Rotorua, à beira de lagoas termais ricas em enxofre, é envolvida num odor de ovo podre que te acompanha dia e noite. Se a sua acomodação for relativamente perto das lagoas, como foi o meu caso, esse cheiro será sua primeira inspiração ao acordar e o último suspiro antes de dormir. Rotorua é o paraíso geológico da ilha norte da Nova Zelândia. Uma das cidades mais interessantes do país. Ela é famosa por suas termas, gêisers e

Hong Kong: O Mosteiro Po Lin na montanha e o Grande Buda de Tian Tan, na Ilha Lantau

Uma das atrações mais fenomenais em Hong Kong é o Grande Buda de Tian Tan, numa das montanhas dos arredores da cidade. São 34m de bronze do Buda sobre uma flor de lótus, numa localidade cheia de verde e visível à distância. Tian, vocês já viram no post anterior, é o conceito chinês de "céu" ou "mundo espiritual". Tian Tan quer dizer "altar do céu", e este modela um templo budista do século XV em Pequim que leva esse nome. Caso você esteja admirado(a) de ver tanto verde numa metrópole densa como Hong Kong, vale saber que "Hong Kong" não é só a cidade

Zaanse Schans e as típicas paisagens da Holanda

Eu vim morar na Holanda em 2008, e em pleno 2017 ainda não havia ido a Zaanse Schans, um dos lugares mais turísticos do país, nas vizinhanças da capital Amsterdã. Uma daquelas coisas de deixar pra depois e nunca fazer.  Zaanse Schans é, na prática, um museu a céu aberto. Trata-se de uma bem conservada área semi-rural que preserva das mais típicas paisagens da Holanda — com seus moinhos de vento, terra plana recortada por canais de água, gramados com animais pastando, e casas bonitinhas de madeira do tempo em que Van Gogh pintava. Vale a pena vir. Toma nada mais que 20 minutos de

Conhecendo a sereníssima República de San Marino na Europa

Vamos a uma jornada por este país que quase todos os brasileiros conhecem, só que não. Sereníssima Respublica, em latim, é a alcunha que recebe San Marino, este país independente encravado no território italiano. Um dos micropaíses da Europa, ele é conhecido de quase todos os brasileiros graças à Fórmula 1 (embora tenha sido o infeliz Grande Prêmio da morte de Ayrton Senna), só que poucos brasileiros de fato vêm aqui. É uma joia a ser descoberta, pois San Marino oferece um dos mais lindos cenários medievais de toda a Europa. San Marino é atualmente a república mais antiga do mundo. Estabelecida em

Berat, Albânia: A cidade das mil janelas

Berat é uma cidade estonteante, tanto pela beleza cênica quanto por sua tamanha autenticidade. Ela é das cidadezinhas mais bonitas de toda a Europa (embora seja desconhecida até mesmo dos europeus, que pouco sabem sobre a Albânia, como comentei antes aqui.) Berat foi a minha cidade favorita no país.  Fundada pelos gregos antigos nos idos de 600 a.C., Berat foi posteriormente usada pelos romanos e, em seguida, pelos bizantinos ou romanos do oriente (de Constantinopla). Sua fortaleza no alto de uma colina provia a defesa do lugar, com uma cidadela fortificada lá em cima onde as pessoas viviam. Ao longo da

Gjirokastër, a cidade de pedra nas montanhas da Albânia

Quando o nosso ônibus aproximou-se de Gjirokastër, achei que estávamos inesperadamente adentrando algum cenário de O Senhor dos Anéis. As montanhas ao fundo eram altas e com picos cobertos de neve. À frente, campos entrecortados por riachos azuis, onde às vezes havia ovelhas pastando. A chuva caía, dificultando a visão, mas mesmo assim era possível divisar algo. Gjirokastër (o ë tem um som quase de A em albanês, e os albaneses às vezes a chamam de Gjirokastra, do original em grego medieval Argyrokastron, ou "castelo de prata") é conhecida hoje na Albânia como "a cidade de pedra", pelas suas edificações em rocha.  Entocada

Ohrid e seu lago na Macedônia: Os Bálcãs e suas belezas

Os Bálcãs, aquele recanto no sudeste da Europa (entre a Itália e a Turquia), são uma das regiões mais fascinantes do continente e das menos visitadas por brasileiros. Esta é a região mais pobre de toda a Europa, mas também uma daquelas de maior personalidade. Se por um lado há uma certa decadência na infraestrutura física de alguns lugares, por outro há as belezas de que pouco se escuta, há as pessoas de jeito mais maroto (às vezes um pouquinho malandro), e a gastronomia de influência turca. Eu, quando cheguei a Skopje, capital da Macedônia, acreditei que iria me deparar com blocos de refugiados sírios fazendo

Visitando Petra (Jordânia), a cidade esculpida em pedra pelos antigos árabes nabateus

Wadi Musa, ou o "Vale de Moisés" em árabe, é hoje uma região árida e pedregosa. Estamos no sul da Jordânia, não muito distante do Deserto do Sinai ou da fronteira com Israel. Dizem que, nos tempos bíblicos, o profeta Moisés teria feito água brotar das rochas nesta região. (Tais milagres seriam muito necessários hoje, quando junto com a deterioração de fontes d´água a Mudança Climática Global está batendo com força nestas regiões áridas. O lugar é hoje muito mais seco do que era há dois ou três mil anos atrás.)  Os nabateus são um povo árabe dos mais antigos de

Visitando as ruínas de Baalbek e uma mesquita xiita no Vale do Bekaa (Líbano), quase na fronteira com a Síria

Mohammed era um desses sujeitos que você não esquece. Um libanês moreno de seus 35 anos, descolado, de camisa polo, calças e sapato baixo, e um ar de quem não perde uma piada. A cara dele era aquela pseudo-séria, aquele jeito de quem está pensando no próximo comentário a fazer, ou avaliando se há algum significado malandro por detrás do que você disse. Ele tinha a mesma boca suja habitual de um brasileiro médio, e usava foto do supremo aiatolá iraniano Ali Khamenei como foto de perfil no WhatsApp. Era muçulmano xiita, como a maioria dos libaneses — e como a grande maioria dos libaneses

As cavernas de Jeita Grotto e a colina de Nossa Senhora do Líbano em Harissa

"E no mar e no céu — a imensidade!", notou o poeta Castro Alves em Navio Negreiro. Tivesse ele morado no Líbano do século XXI, teria notado também a imensa poluição entre o céu e o mar. Apesar dos pesares ambientais daqui, a colina da Nossa Senhora do Líbano em Harissa, povoado próximo à cidade libanesa de Jounieh, foi das melhores vistas que tive durante a minha estadia no país. Você sobe num bondinho panorâmico seguido de um plano inclinado para chegar nessas alturas. As vistas são lindas. Este foi um dia modestamente aventuresco, venturando-me fora de Beirute para conhecer as demais coisas do

Abu Simbel e o Lago Nasser, no extremo sul do Egito (quase Sudão)

No Egito, nada funciona com recibos, vouchers de confirmação, nada — a menos que você esteja lidando com grandes hoteis que cobram voluptuosas comissões. No dia-dia aqui, como em todo o mundo árabe que conheço, quase tudo é de boca. Vale a palavra do cidadão. Mr. Bob, o simpático senhor gordo que me vendeu o cruzeiro pelo Rio Nilo até Aswan, perguntou-me ainda em Luxor se eu queria ver Abu Simbel. O lugar fica no extremo sul do Egito, a 3h de estrada de Aswan, quase na fronteira com o Sudão. Trata-se de um templo que o grande faraó Ramsés II construiu no

Cruzeiro pelo Rio Nilo no Egito: Dois dias num navio de Luxor a Aswan

PRÓLOGO Tudo começou com o senhor gordo em Luxor. "Mr. Bob”, ele se intitula, embora este seguramente não seja o nome dele. Provavelmente é Ahmed, Mohammed, Ibrahim ou algo típico árabe. Mr. Bob era um senhor pesado, mulato, daqueles árabes de pele escura, e barrigudo do tipo que anda com o corpo meio jogado pra trás pra reequilibrar a barriga. E dado a engraçadão. (Quando fomos ao templo de Hatshepsut, ele referiu-se a ele como Hot Chicken Soup, pra fazer piada.) Mr. Bob era o meu agente local de viagens, com quem comprei as passagens para este cruzeiro. Achei que iríamos caminhando até o

Viajando de trem no Egito: 12h do Cairo a Luxor durante o dia

Viajar de trem no Egito é fundamental. O país não é apenas o Cairo. Seja qual for o seu interesse (seja o Egito Antigo ou o Egito atual), é preciso visitar o interiorzão do país para conhecê-lo melhor. Tudo aqui continua a funcionar com base no Rio Nilo. Ele continua a ser a artéria que conecta o país de norte a sul. Às suas margens vive a maioria da população egípcia e passam as principais rodovias e ferrovias do país. De trem você segue paralelo ao rio, o entrecruzando aqui e ali conforme vê a simplicidade (e, muitas vezes, a pobreza) do interior do Egito. Eu

O bucólico oeste da Irlanda: Galway, Connemara, e os Penhascos de Moher

A Irlanda é famosa na Europa por suas paisagens bucólicas, sobretudo este oeste do país. É como se aqui você finalmente encontrasse aquele autêntico verde do espírito irlandês, aquela alma celta, a natureza dos campos tranquilos, aquela beira-mar vazia, sem ninguém, e ruínas de pedra na neblina. Uma quietude que faz você se sentir em As Brumas de Avalon ou em alguma cena New Age. Eu cheguei aqui após poucas horas de trem desde Dublin, a capital irlandesa. A pequena cidade de Galway faz as vezes de cidade mais importante nesta costa oeste. Era inverno, e todo o lugar parecia adormecido. Ainda que

Ko Phi Phi, Tailândia

Este será um post bastante visual. Não há como ser diferente; Ko Phi Phi é um paraíso na Terra, daqueles que a gente vê em cartão postal e papel de parede de computador. A água do mar é tão clara que dá até pra ver os peixes nadando. Só não se esqueça do calor, que as pessoas sempre se esquecem de imaginar quando veem essas fotos, e que aqui equivale a um dia quente de verão no Nordeste ou no Rio de Janeiro. 
Phi Phi (Ko significa "ilha") é uma das mais populares das ilhas que pontuam a costa da Tailândia — dessas

Entre o chá verde e o ópio, no extremo norte da Tailândia

Eis uma visão das mais asiáticas: uma plantação de chá verde. Eu comentei anteriormente (ver Visitando Chiang Mai, a cidade mais "cool" da Tailândia) como este norte do país é mais pacato, relax, e dado mais a budismo & natureza do que o badalado sul, das praias ou da vida noturna de Bangkok. Esta plantação com as colinas deste extremo norte tailandês ao fundo ilustram bem. Há, contudo, uma "sombra" histórica aqui pouco conhecida no Ocidente, mas que paira nesta parte da Ásia do mesmo jeito que a cocaína arrebenta a América Latina. Trata-se da produção de ópio e seus derivados. Este miolo do

Viajando de trem na Tailândia: Rumo ao norte

O norte da Tailândia é bastante diferente do sul do país, ou de Bangkok. Precisa ser visitado para você ter uma noção geral do país. Aqui há mais influência chinesa, uma culinária ligeiramente distinta, e um ar subtropical de colinas verdes, com santuários de tigres e de elefantes. Ponha de lado por ora o clima de luzes e festas da capital. O trem é uma ótima forma de viajar de Bangkok a Chiang Mai. Confortável, relativamente barato, e mais cênico que o avião. A viagem dura coisa de 10h, e há opções de trem durante o dia ou durante a noite.

Stromboli e as Ilhas Eólias, no sul da Itália

O sul da Itália tende a ser tão associado à máfia que poucas pessoas no Brasil sabem do seu lado romântico e aconchegante. Poucos de nós vêm à Itália e visitam suas ilhas, mas são muitas delas aqui, um pouco similares às gregas, tipicamente mediterrâneas, e com um aroma italiano. 
De Taormina, facilmente organizam-se tours de barco pelas chamadas Ilhas Eólias, um pequenino arquipélago ao norte da Sicília. É pra quem busca tranquilidade e lindas vistas do mar. 
Pra quem gosta de aventura — e de mitologia grega — vale fazer um passeio específico ao entardecer ao redor do vulcão de Stromboli, uma das ilhas. Ele

Taormina e o Monte Etna, na Sicília

Estamos em Taormina, provavelmente o lugar mais cobiçado de toda a Sicília. Cá nas alturas à sombra do Monte Etna, entre o indomável vulcão e este belo mar, temos um agradável vilarejo italiano (pra lá de turístico) onde as pessoas vêm experimentar um pouco da dolce vita. 
As vistas são estonteantes. O charme do vilarejo é aquele clássico do interior italiano. E a comida, você vai precisar driblar uns horríveis lugares pega-turista, mas é possível achar delícias maravilhosas. Só recalibre um pouco o orçamento, pois sendo tão turística, as coisas aqui em Taormina são um tanto mais caras que noutras partes

Visitando Granada e os jardins e palácios de Al-Hambra

"Granada, tierra soñada por mi...", imortalizaram os tenores. 
E Granada é realmente um sonho. Não entendo por que demorei tanto a visitá-la. Albergada a 700m de altitude na Sierra Nevada no sul espanhol, Granada foi o último reino muçulmano da Espanha. Preservaram-se aqui lindos símbolos dos 800 anos de presença árabe, e a cidade hoje é uma fofura, de médio porte mas com aquele ar de cidadezinha de montanha. Mais importante, aqui deixaram o magnífico complexo palaciano de Al Hambra ("A Vermelha"), sinceramente um dos monumentos mais impressionantes que há para visitar no mundo. 
Mas primeiro, caso você não conheça a lendária canção de

Machu Picchu

Machu Picchu, a cidade perdida dos incas. Este é talvez o mais famoso e místico destino na América do Sul. É também a mais popular trilha das Américas, para aqueles que curtem caminhar na selva. O que torna Machu Picchu especial e diferente de outras regiões de montanha é que aqui você tem muito verde, não apenas rochas, e tem todo o misticismo que cerca os incas. Em poucos outros lugares do mundo você encontrará ruínas assim tão bem conservadas, e rodeadas do povo que as construiu. 
Machu Picchu foi (re)descoberta em 1911 pelo explorador norte-americano Hiram Bingham. Por séculos ficou

Top