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Visitando Mascate (Omã) e a Grande Mesquita do Sultão Qaboos (que é gay)

Desculpem-me a fanfarra exaltando assim já de cara a orientação sexual de sua majestade o Sultão Qaboos [kabuz], que certamente nada mais é do que um mero aspecto dentre os muitos que definem quem ele é, mas eu não resisti. Quem, afinal, imaginava que um sultão árabe fosse gay? Serve para a gente ver como a realidade é muito mais rica, diversa e interessante do que costumamos imaginar. O sultão Qaboos bin Said al Said, um distinto senhor de 76 anos, é atualmente o monarca que reina há mais tempo em todo o mundo árabe. Ele governa com poderes absolutos desde 1970, pois Omã

Sevilha: Capital de Andaluzia, do Flamenco, e do estilo Mudéjar

Sevilha é uma cidade impressionante, e por vários motivos. Rainha do sul da Espanha, ela é tanto a capital administrativa de Andaluzia quanto a sua maior cidade e o seu coração. Aqui moram os melhores espetáculos de flamenco da Espanha, e aqui também repousam quilates e quilates de história espanhola medieval e moderna. (Para os mais chegados em arte, tampouco deixem de ver as obras do pintor Murillo, sevilhano, e a rua onde se passa a famosa ópera Carmen, de Bizet.) 
Vamos por partes, pois as riquezas aqui são muitas. Eu optei por não dividir este post, para que vocês sintam como todos

Visitando Granada e os jardins e palácios de Al-Hambra

"Granada, tierra soñada por mi...", imortalizaram os tenores. 
E Granada é realmente um sonho. Não entendo por que demorei tanto a visitá-la. Albergada a 700m de altitude na Sierra Nevada no sul espanhol, Granada foi o último reino muçulmano da Espanha. Preservaram-se aqui lindos símbolos dos 800 anos de presença árabe, e a cidade hoje é uma fofura, de médio porte mas com aquele ar de cidadezinha de montanha. Mais importante, aqui deixaram o magnífico complexo palaciano de Al Hambra ("A Vermelha"), sinceramente um dos monumentos mais impressionantes que há para visitar no mundo. 
Mas primeiro, caso você não conheça a lendária canção de

Isfahan, a mais bela cidade do Irã

Chegou a hora de me despedir do Irã, mas não sem antes, é claro, falar da mais bela cidade que há no país, Isfahan. (Você vai encontrar escrito "Esfahan" também, mas esta é a transliteração pro inglês, onde E tem som de I). Estes foram os últimos dias desta minha aventura em terras persas, fechada aqui com chave de ouro. Isfahan foi a capital do Irã durante a maior parte do período da Dinastia Safávida (1501-1736), e portanto tem muitos palácios, praças orientalescas, mesquitas, pontes de pedra dos séculos XVI e XVII, etc. Hoje ela é a terceira maior cidade

Arquitetura mourisca e os monumentos de Marrakech: Dar si Said, Madrassa Ben Youssef, e o Palácio da Bahia (sim, fica no Marrocos)

Arquitetura mourisca. A quem eu estiver falando grego (ou árabe), trata-se da arquitetura clássica dos árabes mouros, aqueles que vieram cá ao norte da África a partir do século VII, mesclaram-se aos povos berberes nativos da região, e daqui se expandiram para Portugal e Espanha. Azulejos, portas decoradas com vidros coloridos, pátios e jardins coloniais... tudo isso é influência deles. 
Do árabe também vieram inúmeras palavras hoje usadas no vocabulário em português e espanhol, como açúcar, algodão, camisa, azeitona, álcool, laranja, café... nada disso veio nem do latim e nem do grego, mas do árabe. Também com os árabes vieram os

São Petersburgo (Rússia) no verão: Hermitage, Peterhof, e mais da capital imperial russa

Se Moscou evoca os ares da União Soviética e da Guerra Fria, em São Petersburgo dominam os ares da Rússia imperial — tempo dos czares, de Pedro o Grande, e de Catarina da Rússia. São Petersburgo é uma cidade bem elegante e europeizada, e foi feita para ser assim. Ela é a obra máxima da transição moderna que a Rússia experimentou no século XVIII, quando deixou de ser um principado asiático herdeiro das conquistas mongóis e passou a ser uma corte europeia. (Até hoje, é claro, a Rússia ainda lida com essas duas identidades.) A cidade foi erigida pelo Czar (Caesar) Pedro, o Grande, em 1703,

Istambul, Turquia (Parte 4): O Palácio Topkapi, morada dos sultões otomanos

A minha estadia em Istambul estava chegando ao fim. Mas não eu podia partir sem saber mais do sultão, seu harém, e descobrir aqui relíquias bíblicas que eu nem imaginei que ainda existissem (se é que existem mesmo e esses turcos não estão me enrolando). O último dia da minha estadia em Istambul começou tarde. O show de rock turco no dia anterior foi uma beleza, e eu fiquei impressionado de ver (1) como parece o Brasil e (2) a quantidade de gente na rua mesmo às 3h da manhã, quando estávamos retornando. Parecia carnaval, por mais que fosse só um

A Transilvânia: Sinaia, Sighisoara, e Brasov (e, é claro, o Drácula)

Cá eu vim parar, na terra do Conde Drácula. Sim, a Transilvânia existe de verdade. Aqui viveu o príncipe Vlad o impalador, que inspirou a lenda do vampiro. Mas, ao contrário do que você pensa, a Transilvânia é um lugar lindo. Esqueça a escuridão dos filmes de terror: na Transilvânia o que você tem são florestas sobre as colinas e belas cidades medievais. Ah! Os castelos estão lá, sim, e são um primor. Seu Vlad e aqueles que o sucederam tinham bom gosto! 
Quem vem à Romênia tem de vir à Transilvânia. A região fica no centro da Romênia, envolta pelos Cárpatos,

Chegando à Romênia: Bucareste, o Museu Satului e a Casa Poporului

(Sim, os nomes romenos são engraçados assim mesmo.) Todo romeno é apaixonado pelo Brasil. Uma dessas coisas que a gente nem faz ideia, e que descobre de repente. A Romênia, apesar de estar no leste europeu, é um país latino, e a língua falada (o romeno) é parecido com o italiano. Eles tem um pouco daquele ar desconfiado típico do leste europeu ex-comunista, mas em geral são mais calorosos, engraçados, e — como os brasileiros — tem um certo jeito malandro e sabem fazer piada mesmo quando estão na pior. Dá pra entender romeno? Falado, quase nada; escrito, um pouco. Mas eles nos entendem melhor do que

Visitando o Forte Vermelho (Red Fort) e a Jama Masjid em Nova Délhi, Índia

Quando eu retornei a Nova Délhi após o meu périplo pelo Rajastão e Varanasi, retornei à mesma família que havia me albergado antes. "Eu estou com a febre", declarou-me Seu Bhalla (assim com o artigo definido mesmo, embora jamais tenha me especificado que febre era essa, nem eu tenha perguntado). Seu Bhalla, pra quem não lembra, é o chefe da família a quem eu paguei para ficar umas semanas em estilo home stay, e que havia tentado me passar pra trás com o preço. Estávamos já em final de outubro, e a chuva diária das monções e o calor úmido começavam

Em Jodhpur (Índia), a cidade azul do Rajastão com o magnífico Forte Mehrangarh

(Esse na foto não é o Forte Mehrangarh, mas o Umayd Bhawan, um outro monumento. Jodhpur tem muitas jóias.) Ônibus para Jodhpur. Finalmente eu estava rumando ao oeste do Rajastão, ao Grande Deserto de Thar, das caravanas, fortes e camelos. Jodhpur, "a cidade azul", fica às bordas do deserto. Ela é a última cidade de porte antes de a aridez começar. No ônibus, o caminho já me dava uma prévia do que me aguardava. A poeira subia. Eu passava o dedo na cara e sentia a sujeira. Sentia areia até nos dentes, mastigando poeira. Mas o visual da cidade ao entardecer

O Forte Amber, seus elefantes e palácios, perto de Jaipur

O Forte Amber, nas colinas perto de Jaipur, é um dos sítios mais belos não só do Rajastão como de toda a Índia. Seu nome não é pela resina de âmbar, mas advém da deusa hindu Amba, homenageada quando o forte foi erigido em 1592. Era daqui que a região era governada antes de Jaipur ser fundada em 1727. De um lado, o Portão do Sol, a entrada no leste. Do outro, o Portão da Lua, que leva à vila que se formou nesses arredores, com templos e comércio. No interior do forte também muitas áreas, com jardins, pavilhões, torres e uma

Era uma vez no Rajastão: Em Jaipur, a cidade cor-de-rosa

Há mais de 1000 anos, nas proximidades desta região junto ao Grande Deserto de Thar, começaram a se formar domínios de bravios reis-guerreiros. Eram os Rajputs, orgulhosos e belicosos, que diziam originar-se do sol, do fogo, e da lua. Em seus robes cor de açafrão, brincos de ouro e turbante, marchavam à luta mesmo que a derrota fosse certa — neste caso, sua família inteira atirava-se ao fogo para partir junto com o seu senhor. Os rajputs eram tão árduos que detiveram o avanço de invasores islâmicos por mais de 500 anos. Fizeram esta terra ser conhecida como "A Terra dos

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