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Taiti & Polinésia Francesa: Dicas de viagem, lugares para ver, e o que fazer

Depois de relatar as várias histórias da minha viagem pelo Taiti e demais ilhas aqui da Polinésia Francesa, vamos a um balanço geral com algumas dicas e recomendações a quem gostaria de vir aqui. O que mais gostou. Das pessoas e de sua cultura. A natureza no Taiti é linda, não resta dúvida, como por toda parte nesta Oceania. Contudo, aqui me pareceu haver uma dimensão cultural mais forte e presente que em muitas das outras ilhas desta região do mundo. A cultura tradicional parece melhor conservada e exercitada aqui. Além disso, os taitianos são muito amáveis, "dados", e generosos — além

Flores tropicais no Taiti & Polinésia Francesa em 20 fotos

Eu sou biólogo de formação e, embora a botânica não seja exatamente o meu forte, não há como vir aqui ao Taiti e não ter a sua atenção chamada pela miríade de flores por toda parte — desde algumas encontráveis no Brasil a outras que eu jamais havia visto. Não sei se já vi em outro lugar do mundo tamanha onipresença de arranjos como aqui, desde às flores selvagens que crescem belas nas beira da estrada, aos hibiscus e tiarés que as taitianas põem atrás da orelha, às coroas floridas de usar na cabeça. Resolvi honrar o florido Taiti fazendo esta compilação

Moorea, Polinésia Francesa: Paisagens, mar, e lugares interessantes

(Este é um post com muitas fotos.) Moorea é uma das ilhas mais fotogênicas da Polinésia Francesa. Ela é também a única aonde é possível ir de ferry desde o Tahiti — fica a apenas 1h de viagem. Antes que eu deixe para depois e esqueça, os horários e preços você encontra aqui, na página oficial dos ferries Aremiti, mas não há nenhuma necessidade de reservar antecipadamente. Basta aparecer 1h antes na Estação de Ferries e comprar a sua passagem para uma viagem tranquila e confortável. Eu havia chegado de volta a Pape'ete desde Bora Bora no dia anterior, retornei para dormir na pousada

Bora Bora, na Polinésia Francesa, e os seus 50 tons de azul

Um voo de 50 minutos me levou do Taiti, a ilha principal da Polinésia Francesa, à lendária Bora Bora, talvez a mais comentada das demais ilhas deste arquipélago das Ilhas de Sociedade (Îles-de-Société). Vir aqui, a este lugar tão remoto e de curioso nome, era pra mim um sonho, uma realização deveras simbólica. Aquele voo doméstico, operado pela Air Tahiti, é a única forma de chegar a Bora Bora — excetuando-se, é claro, viajar em barco próprio, como alguns velejadores fazem. Não há serviços de ferry. Ainda que houvesse serviço de ferry, contudo, não valeria a pena, pois das melhores vistas de

Taiti adentro: De Papeete às montanhas desta ilha vulcânica da Polinésia Francesa

O Taiti não é só mar, é também terra. Nestas ilhas, crescem matas, há montanhas, flores e caminhos interessantes pouco explorados. Aqui havia muita gente, mas a grande maioria — como em outros países da Oceania — morreu vítima das doenças trazidas pelos navegadores europeus e para as quais não tinham imunidade. Se os interiores das ilhas eram outrora habitados por muitas tribos, hoje a população se concentra quase que exclusivamente nos arredores das ilhas; no meio, restaram as montanhas, as florestas, e as ruínas ainda nunca escavadas do que eram as civilizações "pré-europeus" do Pacífico. Eu havia pernoitado na cidade

Heiva, o festival de verão de danças e esportes no Taiti & Polinésia Francesa (com vídeos)

O Heiva provavelmente é o melhor festival de que você nunca ouviu falar. Ele é tão bom que vale a pena você programar a sua viagem ao Taiti na época dele. Mistura de Carnaval com Olimpíadas, o Heiva é um festival que acontece anualmente em julho desde o século XIX no Taiti e em outras ilhas aqui da Polinésia Francesa. Ele reúne competições de esporte (coisas curiosas, como levantar rochas pesadas, correr carregando cachos de bananas, entre outras coisas tradicionais e típicas daqui), cantos tribais, e — o que mais atrai o olhar do espectador — competições de dança. O negócio é fascinante. Eu me

Taiti, Polinésia Francesa: Terra de dança, flores, e pérolas negras

O Taiti sempre foi pra mim um lugar de sonhos, um lugar quase mítico, fantástico, tão remoto que quase inalcançável. Não é pra menos: o Taiti, essa terra tropical de flores, sol e dançarinas atraentes, está no meio do Pacífico, o oceano maior do mundo, a milhares de quilômetros de qualquer continente. Eu cria que, aqui, você se sentia isolado do restante do mundo. O Taiti hoje faz parte da Polinésia Francesa, um amplo conjunto de vários arquipélagos que são, oficialmente, território francês. Claro, não foi sempre assim; é só em 1880, com os poderes europeus e norte-americano conquistando o Pacífico,

Samoa, Oceania: Dicas de viagem, lugares para ver, e o que fazer

Depois de relatar em detalhes a minha passagem por Samoa, vamos a um balanço geral com algumas dicas e recomendações a quem desejar visitar o país. O que mais gostou. A comida. Francamente, apesar do exotismo desta localização geográfica tão remota (pra nós), não acho que o Brasil fique atrás em beleza natural. Nem a América Latina deve em calor humano aos afáveis samoanos. Gostei de ambos, mas o que impressionou mais que tudo aqui foi mesmo a deliciosa comida samoana. Visita obrigatória. O show cultural gratuito no Centro de Informações Turísticas, de terça a quinta, em Apia, a capital. É um

Crônicas em Samoa, Oceania (Epílogo): A curiosa partida

Continuação de Crônicas em Samoa, Oceania (Parte 5): Da Cachoeira de Afu Aau aos Alofaaga blowholes Após uma semana em Samoa, era hora de partir. A minha zarpada, contudo, não seria muito rápida. Eu hoje de manhã precisava tomar um ônibus até o cais, depois um ferry de volta à ilha de Upolu (a principal), e ainda pernoitar em algum lugar perto do aeroporto para tomar o meu voo às 7 da manhã do dia seguinte. Uma odisséia, não de volta para casa, mas de volta aos ares.  Após três noites no hotel em Savai'i eu já me sentia quase uma celebridade, parte

Crônicas em Samoa, Oceania (Parte 5): Da Cachoeira de Afu Aau aos Alofaaga blowholes

Continuação de Crônicas em Samoa, Oceania (Parte 4): Indo a Savai’i, a outra ilha Pati foi o mórmon mais simpático que eu já conheci. Os mórmons, pra quem não sabe, são a principal Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (há várias), que seguem uma doutrina fundada por Joseph Smith Jr. em Utah, nos Estados Unidos, nos idos de 1840. São aquelas duplas de rapazes de camisas brancas e calças pretas que você vê circulando por aí, mundo afora. Samoa e a Oceania em geral são repletas dessas igrejas. Aqui, longe do uniforme preto e branco, Pati usava uma camisa folgada,

Crônicas em Samoa, Oceania (Parte 4): Indo a Savai’i, a outra ilha

Continuação de Crônicas em Samoa, Oceania (Parte 3): Danças, tradições, cultura, e a origem da tatuagem Há duas ilhas principais em Samoa: Upolu [Upôlu], onde ficam a capital (Apia) e o aeroporto internacional, e Savai'i [Savái], uma outra ilha até ligeiramente maior, mas ainda menos urbanizada. Um ferry 4x ao dia liga uma a outra, basicamente o único caminho para se chegar a essa parte ainda mais remota do país. Em Savai'i é que eu conheceria de perto algumas das mais belas riquezas naturais de Samoa, e onde eu também teria um contato mais próximo com samoanos. Há diga que em Savai'i é

Crônicas em Samoa, Oceania (Parte 3): Danças, tradições, cultura, e a origem da tatuagem

Continuação de Crônicas em Samoa, Oceania (Parte 2): Descobrindo as comidas e as pessoas. Eu confesso que vim a Samoa essencialmente atraído por sua beleza natural. Praias, coqueiros, a brisa do mar. No entanto, rapidamente aprendi que essa não está por toda parte, como mentem os cartões postais. É preciso às vezes dirigir horas (numa terra sem transporte público de confiança) para chegar da cidade a um daqueles paraísos. Também aprendi que Samoa tem uma cultura pra lá de interessante, e sobre a qual eu quase nada sabia.  Num país essencialmente rural, insular, economicamente pobre, onde a maioria da população vive na subsistência

Crônicas em Samoa, Oceania (Parte 2): Descobrindo as comidas e as pessoas

(Continuação de Crônicas em Samoa, Oceania: A Chegada.) Isso na minha mão é um quitute com recheio de abacaxi doce que eles aqui chamam de pai. (Eu levei dias para me dar conta de que era uma imitação de pie, torta em inglês.) Horrível — o amigo ali da foto comeu muito do meu —, mas graças a Deus foi algo muito pouco representativo do que eu viria a conhecer da culinária de Samoa. Uma caminhada por Samoa tem algo de familiar. Lembra o interior do Brasil no litoral do Nordeste ou na Região Norte, só que com algumas excentricidades, e mais sossegado,

Crônicas em Samoa, Oceania: A chegada

PRÓLOGO: Num avião para Samoa Pai, eu pequei. Pequei o pecado da chamada "gordofobia", termo que tem sido utilizado para denotar a discriminação social contra pessoas gordas. No meu caso, foi literalmente uma fobia: eu via as pessoas enormes espremidas em seus assentos no avião, e conforme os pesados samoanos aproximavam-se, às vezes de ladinho pelo corredor do avião, eu numa daquelas adoráveis poltronas de que ninguém gosta, bem no meio, nem corredor nem janela, rogava para não viajar espremido. Quatro longas horas de voo ainda me separavam de Apia [lê-se a-pía, não ápia], a capital de Samoa. Acho que uma mulher samoana

Conhecendo o povo Maori e a sua cultura tradicional em Rotorua, Nova Zelândia

Os Maori são um povo amável, ainda que guerreiro. Guerreiros amáveis. Antes, no entanto, de relatar o que vi, permitam-me um breve prólogo sobre a Polinésia, à qual eles pertencem, pois quase nada aprendemos sobre ela no Brasil. Prólogo: A Polinésia A Polinésia, e não a Ásia, é a região mais a oriente no mundo — assim como também a mais a ocidente. Ela tem os primeiros fusos horários e os últimos. A Linha Internacional da Data, que se convencionou traçar sobre o Oceano Pacífico (aqueles fins do mapa que você tem na parede, uma mera convenção no globo terrestre), passa exatamente

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