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De volta a Santorini, a mais visitada das ilhas gregas

De todas as mui famosas ilhas gregas, marcadas por suas casinhas brancas circundadas de mar impassivelmente azul, a mais visitada é Santorini. É pitoresca ao extremo, do que acho que os convenci no meu post anterior aqui, Santorini, a rainha das ilhas gregas.  Agora, alguns anos depois, era hora de revê-la. Este é um post curto, de um breve reencontro. É difícil falar de Santorini. As fotos parecem fazer um serviço muito melhor em mostrar-lhes a beleza e as vistas a que me refiro. O que posso dizer é que desta vez cheguei de avião em vez de ferry, vindo de Atenas. George, o

Istambul na primavera (Parte 3): Ortakoy e passeio de barco no Estreito do Bósforo

Cá estamos em mais uma das adoráveis vizinhanças de Istambul. No lado europeu do Estreito do Bósforo, onde o mar separa a Europa da Ásia, está o bairro de Beşiktaş [lê-se Bê-shik-tásh], uma área que na época da Constantinopla dos Bizantinos — antes dos turcos — ficava fora da cidade, mas que hoje é um dos lugares mais cênicos e verdejantes de Istambul. Poderia-se até dizer que é a orla da cidade. Aqui, a este mesmo lugar, eu havia vindo anos atrás quando tomei meu primeiro café da manhã turco ás margens do Bósforo. Uma experiência inesquecível (e ótima comida, como você pode

Ir à praia na (gélida) Holanda? Zandvoort, Katwijk, e Wijk aan Zee

Ir à praia na Holanda não é exatamente o tipo de coisa que passa pela cabeça de turistas vindos do Brasil. A média de temperatura no país é de 2°C no inverno e meros 19°C no verão — o que pra muitos brasileiros ainda é inverno. Já os europeus de países vizinhos (leia-se sobretudo alemães), junto com os próprios holandeses, lotam os trens rumo às praias nos meses mais quentes (menos frios) aqui. Eu certa vez choquei uma amiga alemã com a proposição de que deveria haver dois nomes distintos, um para as praias tropicais e outro para as praias que

Moorea, Polinésia Francesa: Paisagens, mar, e lugares interessantes

(Este é um post com muitas fotos.) Moorea é uma das ilhas mais fotogênicas da Polinésia Francesa. Ela é também a única aonde é possível ir de ferry desde o Tahiti — fica a apenas 1h de viagem. Antes que eu deixe para depois e esqueça, os horários e preços você encontra aqui, na página oficial dos ferries Aremiti, mas não há nenhuma necessidade de reservar antecipadamente. Basta aparecer 1h antes na Estação de Ferries e comprar a sua passagem para uma viagem tranquila e confortável. Eu havia chegado de volta a Pape'ete desde Bora Bora no dia anterior, retornei para dormir na pousada

Bora Bora, na Polinésia Francesa, e os seus 50 tons de azul

Um voo de 50 minutos me levou do Taiti, a ilha principal da Polinésia Francesa, à lendária Bora Bora, talvez a mais comentada das demais ilhas deste arquipélago das Ilhas de Sociedade (Îles-de-Société). Vir aqui, a este lugar tão remoto e de curioso nome, era pra mim um sonho, uma realização deveras simbólica. Aquele voo doméstico, operado pela Air Tahiti, é a única forma de chegar a Bora Bora — excetuando-se, é claro, viajar em barco próprio, como alguns velejadores fazem. Não há serviços de ferry. Ainda que houvesse serviço de ferry, contudo, não valeria a pena, pois das melhores vistas de

Na Ilha do Farol Amédée (Nova Caledônia): Vistas, snorkel e vida marinha

Estamos na Nova Caledônia, território ultramarino francês na Oceania. Já relatei as minhas experiências pela capital Nouméa e na linda Ilha dos Pinheiros. Agora era hora de conhecer mais da vida marinha deste lugar e, pura e simplesmente, curtir a praia. Quando eu fui à praia de Nouméa, fui atendido na loja por uma travesti. Eva, da cor do pecado, se descrevia como "taitiana-chinesa" (tahitienne-chinoise), e morria de empolgações pelo Brasil. Eu buscava um passeio a algum lugar interessante onde eu pudesse ir à praia — e, de preferência, fazer um snorkel (aquele mergulho de superfície com máscara) também. A minha escolha foi

A Ilha dos Pinheiros (Île des Pins), Nova Caledônia: Um paraíso na Terra

Quando você viaja muito, já não se impressiona mais tão facilmente com as coisas. Alguém lhe fala de um café ma-ra-vi-lho-so, e você já tomou vários que são melhores. Ou uma igreja linda, mas você já viu tantas. Claro que cada coisa tem sua beleza, cada coisa tem seu sabor particular a ser apreciado, mas já é mais difícil ocorrer aquele "Uau!". Ainda assim, volta e meia você se depara com lugares que elevam os seus parâmetros a outro nível. A Ilha dos Pinheiros (Île des Pins), na Nova Caledônia, foi um desses. A cerca de 100 Km da ilha principal,

Nova Caledônia, departamento francês no Oceano Pacífico: Histórias de uma colônia do século XXI

(Este é um post longo. Eu poderia tê-lo fragmentado, mas optei por preservar o todo.) Parece até a Catedral de Notre-Dame à beira-mar. Estamos na Nova Caledônia, um departamento ultramarino francês bastante longínquo da "metrópole", como eles ainda chamam. Às vezes nem parece que estamos no século XXI. Até aqui vocês me acompanharam por nações independentes na Oceania, países onde há uma certa precariedade material, grande presença de australianos e neozelandeses (tanto turistas quanto missionários vindo ganhar almas para suas igrejas fundamentalistas), e dominância do inglês como segunda língua. Já nas posses da França na Oceania — que ela nunca libertou — a banda toca

A Praia de Champanhe (Champagne Beach), Turtle Bay, Towoc e outros refúgios naturais em Espíritu Santo, Vanuatu

Chegou a hora de ir a belas praias remotas, a lugares quietos da natureza (onde parece não andar ninguém), e de ver como encerrei o meu passeio aqui em Vanuatu. Hora de subir a costa nordeste desta Ilha do Espíritu Santo. Eu havia chegado podre da trilha da Millennium Cave quando Marie, a dona da pensão, me disse que haveria um casal de hóspedes australianos subindo de carro na mesma direção que eu no dia seguinte. O meu plano original era ir na caminhonete coletiva com o povão atrás, mas uma carona sempre vem a calhar. Só esqueci que não estava no

Descobrindo Vanuatu, Oceania: Um tour pela ilha de Efate

Estamos em Vanuatu, um arquipélago soberano em pleno Oceano Pacífico, na parte da Oceania conhecida como Melanésia. São as ilhas de negros que não são africanos — e onde há inclusive negros naturalmente loiros, que eu mostro a seguir. No post passado, eu relatei a minha chegada a este antigo "pandemônio" (como os nativos chamavam o co-domínio colonial de Reino Unido e França até 1980) e os meus bordejos pela capital Port Vila. Agora, é a vez de conhecermos os campos, as praias, o interior, as paisagens, e mais da gente de Vanuatu. O que os europeus encontraram aqui a partir dos idos

Em passeios e resorts pelas Ilhas Mamanucas e Yasawas em Fiji: Indo do luxuoso ao basicão

Eu no post anterior mostrei meu breve contato com o Fiji autêntico, dos fijianos. Como turista, contudo, o que me marcou mais foi mesmo o passeio pelos resorts nas ilhas Mamanucas e Yasawas — não há como mentir. Não venha a Fiji para ficar só num hotel ou hostel na ilha principal fazendo tours diários bate-e-volta. Conheci alguns turistas que vieram de longe, da Europa, e passaram uma semana nisso. Só depois eu me dei conta do quanto eles deixaram de aproveitar. Organizar um passeio de vários dias às ilhas Yasawas é essencialíssimo. (Eu costumo ser muito comedido com isso de dizer

Bem vindos a Fiji e à Melanésia: Praias, mar e sossego na Oceania

PRÓLOGO: Melanésia, a terra dos negros que não são da África Essa mulher negra de Fiji na foto ao lado é tão africana quanto Maria Sharapova ou a primeira-dama da China. Seus ancestrais saíram da África há mais de 50 mil anos, como os de todas as pessoas dos outros continentes, e o fato de ela parecer africana não diz nada. Geneticamente, "raça" é um conceito fantasioso, que só existe na cabeça de quem inventou de distinguir as pessoas com base na aparência. Por dentro, a genética de dois povos parecidos aos olhos pode ser bastante diferente. Tampouco o fenótipo dela

Samoa, Oceania: Dicas de viagem, lugares para ver, e o que fazer

Depois de relatar em detalhes a minha passagem por Samoa, vamos a um balanço geral com algumas dicas e recomendações a quem desejar visitar o país. O que mais gostou. A comida. Francamente, apesar do exotismo desta localização geográfica tão remota (pra nós), não acho que o Brasil fique atrás em beleza natural. Nem a América Latina deve em calor humano aos afáveis samoanos. Gostei de ambos, mas o que impressionou mais que tudo aqui foi mesmo a deliciosa comida samoana. Visita obrigatória. O show cultural gratuito no Centro de Informações Turísticas, de terça a quinta, em Apia, a capital. É um

Crônicas em Samoa, Oceania (Parte 4): Indo a Savai’i, a outra ilha

Continuação de Crônicas em Samoa, Oceania (Parte 3): Danças, tradições, cultura, e a origem da tatuagem Há duas ilhas principais em Samoa: Upolu [Upôlu], onde ficam a capital (Apia) e o aeroporto internacional, e Savai'i [Savái], uma outra ilha até ligeiramente maior, mas ainda menos urbanizada. Um ferry 4x ao dia liga uma a outra, basicamente o único caminho para se chegar a essa parte ainda mais remota do país. Em Savai'i é que eu conheceria de perto algumas das mais belas riquezas naturais de Samoa, e onde eu também teria um contato mais próximo com samoanos. Há diga que em Savai'i é

Kaikoura e as paisagens da costa leste da Ilha Sul da Nova Zelândia

Segui de Picton à pequenina cidade de Kaikoura por uma estrada pacata, após tomar o ferry desde Wellington para cruzar de uma ilha da Nova Zelândia a outra. Aqui começava o meu trajeto pela ilha sul do país. Não são estradas poeirentas "da roça", do tipo que você vê em filme americano ou que talvez encontre no interior da Austrália: aqui na Nova Zelândia são normalmente estradas bem asfaltadas, mas quase vazias, por amplas paisagens rurais de muita pastagem e pouca gente. Ao longe, algumas montanhas.  Em toda a Ilha Sul (equivalente ao tamanho do Ceará, só que aqui uma terra quase

Viagem de ferry entre as ilhas Norte e Sul da Nova Zelândia, de Wellington a Picton: Uma linda (e sacolejada) travessia

A travessia de ferry entre as ilhas Norte e Sul é um dos trajetos mais belos da bela Nova Zelândia — e dos mais fáceis e baratos de fazer. Ele liga Wellington, a capital neozelandesa na ponta da Ilha Norte, até a cidadezinha de Picton na Ilha Sul.  Um ferry normal, numa viagem de 3,5h atravessando o Estreito de Cook (batizado com o nome do capitão inglês James Cook, o primeiro europeu a navegar aqui), vendo este azulado pedaço do Oceano Pacífico e os recortes verdes na costa das grandes ilhas neozelandesas. A passagem é melhor você reservar com antecedência para garantir

Ko Phi Phi, Tailândia

Este será um post bastante visual. Não há como ser diferente; Ko Phi Phi é um paraíso na Terra, daqueles que a gente vê em cartão postal e papel de parede de computador. A água do mar é tão clara que dá até pra ver os peixes nadando. Só não se esqueça do calor, que as pessoas sempre se esquecem de imaginar quando veem essas fotos, e que aqui equivale a um dia quente de verão no Nordeste ou no Rio de Janeiro. 
Phi Phi (Ko significa "ilha") é uma das mais populares das ilhas que pontuam a costa da Tailândia — dessas

Phuket: Praias e música no sul da Tailândia

Poucos ainda não ouviram falar das praias da Tailândia. Mundialmente elas são famosíssimas. Mesmo para nós, que no Brasil temos praias belíssimas "em casa", não dá para vir à Tailândia sem conhecer este sul do país, de mar, praias, ilhas e sol — ah, e também de perdição, muita bebedeira, festas à luz da lua cheia, etc. Pra quem não sabe, o sul da Tailândia é geralmente o ponto de "iniciação" dos mochileiros europeus e norte-americanos. 
Phuket é, seguramente, o coração deste sul, embora não seja o seu lugar mais bonito. (Tailandês não é latim, então o Ph se pronuncia com som de

Stromboli e as Ilhas Eólias, no sul da Itália

O sul da Itália tende a ser tão associado à máfia que poucas pessoas no Brasil sabem do seu lado romântico e aconchegante. Poucos de nós vêm à Itália e visitam suas ilhas, mas são muitas delas aqui, um pouco similares às gregas, tipicamente mediterrâneas, e com um aroma italiano. 
De Taormina, facilmente organizam-se tours de barco pelas chamadas Ilhas Eólias, um pequenino arquipélago ao norte da Sicília. É pra quem busca tranquilidade e lindas vistas do mar. 
Pra quem gosta de aventura — e de mitologia grega — vale fazer um passeio específico ao entardecer ao redor do vulcão de Stromboli, uma das ilhas. Ele

Veraneio nas ilhas e costa da Croácia: Hvar, Trogir e mais

Esta é a vista de um restaurante numa das centenas de ilhas na costa da Croácia. As vistas aqui são de acalentar o coração. É verão na Europa, e com ele milhares de turistas vêm visitar os litorais quentes do sul do continente. Portugal, Espanha, França e Itália fizeram fama no século passado com tradicionais destinos badalados por celebridades (Ibiza, Cannes, entre outros). Hoje, no entanto, digo que a costa mais popular e "revelação" neste século XXI na Europa é, sem dúvidas, a da Croácia. 
Membro da antiga Iugoslávia no leste europeu (junto com Sérvia, Bósnia, Eslovênia, Montenegro, Kosovo e Macedônia), a Croácia

Sorrento, bela cidadezinha costeira no sul da Itália

Sul da Itália. Costa Sorrentina e Costa Amalfitana, das áreas de resort mais tradicionais de toda a Europa. A poucas horas de Nápoles, não faltam aqui mansões nas encostas, vinhedos, plantações costeiras de limoeiros para fabricação do licor tradicional aqui da região da Campânia, o limoncello — e, é claro, não faltam também belas vistas pra o mar. Sorrento é uma das mais famosas dentre outras cidadezinhas que pontuam esta parte da Itália, como Amalfi, Positano, e a ilha de Capri. 
Se você não conhece a famosíssima canção napolitana Torna a Surriento, é hora de preencher esta lacuna. A canção é de 1902, e

Malta: Um dia em pleno Gozo e na Laguna Azul de Comino

Todos entramos em Antônia para chegar a Gozo. Chegar lá pode ser meio turbulento, cheio de sacolejos, movimento, mas ao chegar a sensação é de grande tranquilidade. Gozo é extremamente agradável. 
Calma, antes que pensem que eu comecei a escrever contos pornô em vez de crônicas de viagem. Gozo é a segunda maior ilha do arquipélago de Malta, associada à mítica ilha de Ogygia (não confundir com orgia) onde a ninfa Calypso teria seduzido e mantido Odisseu cativo por alguns anos em sua Odisséia pra casa (ele foi liberado depois). Hoje vivem aqui 37 mil gozitanos — como se chamam os habitantes daqui, orgulhosos da sua

Praias Romenas 2: Farofa, nudismo e rock n’ roll

Depois de alguns anos, estamos de volta à Romênia. Ah, terra de tão interessantes praias! Não tanto pela praia em si, que no Brasil temos melhor, mas pela muvuca. E cada uma tem uma muvuca à sua maneira. 
Meu destino este ano foi a praia de Vama Veche [Véke], uma das mais badaladas e preferidas dos jovens alternativos na Romênia. Cheguei aqui após duas breve noites na cinzenta — porém interessante — capital romena, Bucareste. (Pra quem perdeu a minha incursão anterior a este país, vejam aqui). Não é o clima que é cinzento em Bucareste, mas os prédios, quase todos herdados da época comunista

Edição especial numa terra Pataxó: Em meio aos índios em Porto Seguro e Coroa Vermelha

Dança com Lobos (1990) e O Último Samurai (2003) são filmes de narrativa simples, mas de profundo significado: um homem deixa a sua sociedade habitual e acaba convivendo com aqueles que vivem de um outro modo. "A way of life", é o nome da música-tema d'O Último Samurai, e não por acaso. Em ambos os filmes, os personagens acabam encontrando naquela nova sociedade muito do que já não encontravam nas suas. 
Este ano fui agraciado com trabalhos aqui no Brasil, entre eles um projeto com os índios Pataxó, no sul da Bahia. Perto da conhecida Porto Seguro há mais de 800

Praias romenas, trens quebrados, e ciganos

A Romênia é um destino mais interessante do que se imagina. Eu comecei minha visita por Bucareste, a capital, seguida da Transilvânia, a região mais interessante do país e repleta de lindas cidades históricas e belas paisagens naturais — além da história do Drácula pra atrair muitos turistas. Essas partes foram relatadas já há algum tempo, e eu nunca terminei. Mas agora finalmente chegou a hora. (Pra quem não conferiu ou quiser reler os anteriores: Chegando à Romênia: Bucareste, o Museu Satului e a Casa Poporului e A Transilvânia: Sinaia, Sishisoara e Brasov) A praia é um elemento indispensável na cultura romena. Quando a temperatura sobe, os romenos

Istambul, Turquia (Parte 2): Rumelihisari e um café da manhã turco às margens do Estreito do Bósforo

Hoje o dia prometia. Café da manhã turco às margens do Bósforo, visita ao bazar, lojas de doces, ida ao lado asiático da cidade para jantar, e show de rock turco no centro à noite. Um sábado de turco bon-vivant em Istambul, pelas áreas menos turísticas da cidade. Minha guia foi a amiga da minha amiga: Filiz, que encontrei ao fim daquele dia de turista na cidade (ver post anterior). Perguntei a ela se era a pronúncia correta era Fíliz ou Filíz; ela respondeu que era algo entre um e outro. (Ao contrário do português, em muitas línguas simplesmente não

Na ilha de Miyajima, sul do Japão

Saí do Memorial da Paz em Hiroshina e fui jantar num restaurantezinho pequeno com ar de boteco no centro da cidade. Um dos donos estava por trás do balcão e o outro sentava numa das mesas, com uma toalha branca jogada sobre o ombro, limpando a mão e assistindo televisão (visualizou?). Como em quaisquer desses lugares no Japão, ninguém fala inglês. O jeito é ir pelas figuras do cardápio ou arriscar-se a uma das inúmeras sopas de macarrão em que você não sabe exatamente o que vem dentro. Os riscos não são tão altos, mas pode ser que venha algo tipo

Samos, a ilha natal de Pitágoras (e indo de ferry da Grécia à Turquia)

Naquele dia em que visitei a caverna ainda dei umas voltas em Patmos. Aproveitei para checar uns souvenirs (encontrei cópias do Livro do Apocalipse em não sei quantas línguas), e ver um pouco mais da ilha. É um lugar pacato, diferente de Santorini e das ilhas mais movimentadas. Aqui a maior parte dos visitantes são fieis fazendo turismo religioso (principalmente italianos), mas em outubro a alta estação já havia acabado. 
Falando nisso, programem-se para vir à Grécia assim em final de estação (setembro-outubro), pois os preços caem todos pela metade. Em maio, junho e julho é tudo o olho da cara

Santorini, a rainha das ilhas gregas

Pense na Grécia. Se você não imaginou ruínas da Antiguidade (ou a crise econômica), o mais provável é que tenha pensado em casinhas brancas junto ao mar azul. Pois é, isso é Santorini. Santorini é talvez a mais clássica das ilhas gregas, aquela aonde você não pode deixar de ir. Muita gente pensa que todas as ilhas gregas têm esse jeitinho de casas brancas e telhados azuis, mas esse não é o caso. Apenas este grupo de ilhas, as chamadas Cíclades,  entre Atenas e Creta aqui no Mar Egeu, é que tem essa estética. E Santorini é a "rainha" delas, aquela aonde

A Ilha de Creta (Parte 3): Mar, praia e montanhas na Grécia (com surpresas)

Era manhã do meu dia final em Creta, após a chegada em Chania e um breve bordejo em Rethymno. O sol levantou-se cedo, como sempre nestas terras, pra mais um dia de calor sem nuvens. Hoje iríamos à praia: eu, minha amiga, e a mãe dela. Enquanto eu as esperava, Seu Stéphano, pai da minha amiga, me chamou. Como eu disse, ele é um sujeito simples, daqueles que gosta de um futebolzinho... e que faz uma fezinha na loto de vez em quando. Me chamou pra ajudar no bolão do jornal, prevendo resultados de jogos da semana de campeonatos europeus e, pasmem,

A Ilha de Creta (Parte 1): Chegando a Chania com o ferry noturno de Piraeus

Chegada era a hora de zarpar pelas famosas ilhas gregas. Passadas Atenas, o interior montanhoso da Grécia, e as ruínas do Oráculo de Delfos, a minha próxima parada era a Ilha de Creta. Talvez a mais famosa de todas as ilhas gregas — e de longe a maior delas. Fica lá bem no sul da Grécia, e é a terra mais ao sul em toda a Europa (mapa abaixo). De Atenas a Creta é uma noite no navio. Acreditem: primeira vez que eu viajo de navio. Já estava na hora mesmo de incluir esse meio de transporte no meu currículo. Fui ao

Kovalam, Kerala: Curiosa ida à praia na Índia

Embora quase todos os turistas ocidentais imaginem a Índia sobretudo em termos de espiritualidade, cultura e monumentos, o país tem praias muito simpáticas também. OK, pode não ser o Brasil ou o Caribe, mas aqui não faltam sol, areias claras, ondas nem coqueiros. De quebra, só na Índia você vê mulheres entrando no mar de sari e tudo. Kovalam, no extremo sul do Estado de Kerala (e, portanto, no extremo sul da Índia) é a principal rival de Goa em termos de praia. Calorzão, palmeiras, um povoado simpático nos arredores, e pratos de frutos-do-mar bem regados a leite de coco dão

Goa e o legado português na Índia

Essa imagem acima poderia ser do Brasil, mas não é. Estamos na Índia, em Goa, nas terras costeiras desta Ásia que por séculos foram uma colônia portuguesa. O pequenino estado indiano de Goa (¼ da área do estado de Sergipe), que até 1961 foi colônia de Portugal, em muitos aspectos se parece mais com a Bahia que com o restante da Índia. As pessoas, é claro, são indianas, mas a arquitetura e o aspecto de igrejas coloniais e azulejos portugueses por entre os coqueiros dão a impressão de que você está mesmo é no Brasil. Só que não. Eu havia chegado de

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